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Expectativa de imposição de novas tarifas comerciais pelos EUA causa apreensão no agro brasileiro

Presidente estadunidense tem chamado ação de "Dia da Libertação Tarifária"; José Carlos de Lima Júnior comenta consequências
Expectativa de imposição de novas tarifas
Presidente estadunidense tem chamado ação de "Dia da Libertação Tarifária"; José Carlos de Lima Júnior comenta consequências

Presidente estadunidense tem chamado ação de “Dia da Libertação Tarifária”; José Carlos de Lima Júnior comenta consequências

Os Estados Unidos devem implementar novas tarifas sobre importações de produtos estrangeiros, Expectativa de imposição de novas tarifas, incluindo de parceiros comerciais, em uma medida que tem sido chamada pelo ex-presidente Donald Trump de “dia da libertação tarifária”. A expectativa é que essas mudanças, previstas para 2 de abril de 2025, possam impactar o comércio mundial e, consequentemente, o agronegócio brasileiro.

Impactos para o agronegócio brasileiro

Produtos como etanol, açúcar, café, carne bovina e suco de laranja, que têm grande representatividade nas exportações brasileiras para os Estados Unidos, podem ser afetados. O setor acompanha a situação com atenção e cautela, devido à possibilidade de alterações nas tarifas comerciais.

Diferenças tarifárias entre Brasil e Estados Unidos: Atualmente, os Estados Unidos cobram uma tarifa de 2,5% sobre o valor FOB (preço da mercadoria no navio) para o etanol brasileiro, além de uma taxa adicional de 0,12%. Em contrapartida, o Brasil impõe uma tarifa de aproximadamente 18% sobre o etanol importado, calculada sobre o valor da mercadoria, acrescida de custos de frete, seguro, e outras taxas, como 6% de taxa de comércio exterior, 8% para renovação da marinha mercante, 2% de PIS, e 9% de COFINS. Essa disparidade tarifária é apontada como um dos motivos para a iniciativa americana de ajustar as tarifas.

Possíveis desdobramentos e efeitos econômicos: O governo dos Estados Unidos pode buscar equilibrar essas diferenças tarifárias, o que pode levar o Brasil a ajustar suas políticas comerciais. Além disso, a relação comercial entre os dois países apresenta superávit para os Estados Unidos, que vendem mais para o Brasil do que compram. Inicialmente, o foco americano pode ser em países com déficit comercial, como China e Europa, mas os efeitos podem chegar ao Brasil por meio do aumento do custo do frete, inflação nos EUA, manutenção de juros elevados, e desvalorização cambial, fatores que podem prejudicar as exportações brasileiras do agronegócio.

Informações adicionais

Além das tarifas internacionais, o Brasil enfrenta aumento do ICMS sobre produtos importados em alguns estados, com alíquotas chegando a 20%. Esse aumento tributário pode elevar o preço final dos produtos para os consumidores brasileiros e contribuir para a inflação. A possível sobretaxa sobre produtos chineses exportados para os Estados Unidos pode redirecionar a indústria chinesa para o mercado brasileiro, aumentando a competição local. Essas medidas refletem a tentativa dos estados brasileiros de aumentar a arrecadação diante de dificuldades financeiras.

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