Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
O lançamento do plano agrícola e pecuário para 2015 e 2016, previsto para a próxima semana, gera incertezas e preocupações no setor. Além da indefinição sobre o volume de recursos e as taxas de juros, a redução da fatia do bem financiado pelo crédito agrícola também é motivo de apreensão.
Crédito e Taxas de Juros: Expectativas e Realidade
Apesar de uma pequena parcela dos produtores ainda acreditar em boas notícias, especialmente em relação ao crédito e às taxas de juros, o cenário recente aponta para o contrário. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal banco de fomento do Brasil, tem diminuído o volume de crédito oferecido e aumentado as taxas de juros. Portanto, não se espera uma surpresa positiva no anúncio da presidente Dilma, mas sim uma redução do volume de crédito e um aumento das taxas de juros praticadas.
O Impacto da Indefinição Política e Econômica
A indefinição política tem prejudicado o país, reverberando no ambiente econômico. A volta da inflação e a redução do crédito, juntamente com a queda dos preços das commodities agrícolas no mercado internacional, geram receio nos produtores. Essa temeridade se reflete em eventos como a Agrishow, que teve um dos piores resultados em seus 22 anos de história.
Leia também
Infraestrutura e Investimentos: O Caminho para o Futuro
Não há soluções paliativas imediatas para o setor, pois o país vem de anos de equívocos na gestão. A falta de investimento em infraestrutura, mesmo durante o período de valorização das commodities, aumentou o custo de produção no Brasil. Para retomar o crescimento, é fundamental investir em infraestrutura, melhorar o custo de produção e não depender apenas de margens expressivas com um câmbio alto. Investimentos em educação também são cruciais para um futuro mais próspero.
Diante do cenário atual, o esforço em ajustar o movimento econômico é crucial para que o Brasil retome o crescimento.