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Exploração sexual de crianças é o tema do Almanaque CBN

Ouça a abertura e o primeiro bloco do programa deste sábado (25)
exploração sexual crianças
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Neste Carnaval, enquanto muitos celebram, outros sofrem com crimes terríveis: a exploração sexual de crianças. Dados do governo apontam que cerca de 20% dos casos registrados ocorrem nessa época, somando pelo menos 47 vítimas por dia no Brasil.

A realidade da violência sexual infantil

Em entrevista à CBN, a coordenadora da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB, Maria Lúcia Brassoares, e a psicóloga da Vara da Infância e Juventude de Ribeirão Preto, Valéria Matar, discutiram o assunto. Valéria destacou o impacto devastador do abuso sexual, principalmente quando cometido por familiares. As meninas são as mais afetadas, sofrendo com sequelas psicológicas graves, como depressão e hipersexualização, muitas vezes levando ao uso de drogas e prostituição. O abuso, muitas vezes prolongado por anos, causa desestruturação familiar e culpa na vítima.

O desafio do combate à exploração sexual

Diversos fatores contribuem para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, incluindo abandono, trabalho infantil e uso de drogas. Crianças em situação de rua são especialmente suscetíveis a aliciamento e exploração sexual. Maria Lúcia ressaltou a ineficiência do país no combate à exploração sexual, apesar das campanhas de conscientização. Valéria concordou, afirmando que a falta de políticas públicas e recursos dificulta a proteção das crianças. O consumo de álcool e drogas durante o carnaval agrava a situação, tornando crianças e adolescentes ainda mais vulneráveis. A permissividade familiar também é um fator preocupante. A cultura da hipersexualização presente em músicas, programas de TV e revistas contribui para a normalização do abuso e dificulta a percepção do problema.

A importância da denúncia e da proteção

A entrevista abordou a dificuldade de registrar casos devido ao medo, vergonha e culpa das vítimas. A desestruturação familiar e a dúvida da própria mãe sobre a veracidade do relato da filha agravam a situação. A justiça atua em dois níveis: o processo criminal contra o agressor e a proteção da criança ou adolescente. Existem serviços especializados, como o CA-Vidas em Ribeirão Preto, para acolher e tratar as vítimas. A responsabilidade dos pais ou responsáveis em casos de exploração sexual também foi discutida, assim como a importância de denunciar qualquer suspeita de abuso ou exploração, mesmo anonimamente, através do disque-denúncia (100).

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