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Explosão em indústria química em Sertãozinho pode ter ocorrido por falha humana

Polícia analisa imagens que mostram momentos antes do incidente e ouve o depoimento de trabalhadores envolvidos no serviço
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Polícia analisa imagens que mostram momentos antes do incidente e ouve o depoimento de trabalhadores envolvidos no serviço

Polícia analisa imagens que mostram momentos antes do incidente e ouve o depoimento de trabalhadores envolvidos no serviço

Uma explosão em uma fábrica de produtos químicos em Sertãozinho, interior de São Paulo, na última sexta-feira, deixou um rastro de destruição e levanta questionamentos sobre segurança e responsabilidade.

Possível Falha Humana no Transporte

Imagens de segurança obtidas pela polícia mostram trabalhadores manuseando tambores de produtos químicos na rua, utilizando plástico para cobri-los, momentos antes das explosões. Uma empilhadeira também aparece no vídeo transportando os materiais. O delegado responsável, Plausso Fernandes, afirma que as imagens são cruciais para a investigação, buscando entender se houve negligência durante o transporte e descarregamento dos produtos. O depoimento do motorista do caminhão que transportava a carga também contribui para o esclarecimento dos fatos.

Descarregamento Irregular e Consequências

O descarregamento dos produtos químicos na via pública, em frente à fábrica, contraria os procedimentos padrões. A polícia investiga se houve imprudência por parte de quem autorizou esse procedimento irregular. Quatro pessoas permanecem internadas em hospitais de Ribeirão Preto, e cerca de 30 tiveram que deixar suas casas devido ao risco de desabamento. A empresa, produtora e fornecedora de produtos químicos, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as causas do acidente.

Investigação em Andamento e Análise de Substâncias

A perícia da Polícia Civil esteve no local coletando provas, e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também participa das investigações. Amostras das substâncias envolvidas na explosão, incluindo ureia, clorito de sódio e ácido fosfórico, foram coletadas para análise. Um engenheiro químico explicou que a mistura de clorito de sódio e ácido fosfórico pode gerar reações exotérmicas, liberando calor e gases que podem causar explosões. O advogado da empresa Inov, responsável pela fábrica, alegou que o transbordo não é prática usual e que foi realizado dentro das normas de segurança. As investigações continuam para determinar as causas definitivas do acidente e apurar responsabilidades.

O ocorrido destaca a importância de rigorosos protocolos de segurança no manuseio e transporte de produtos químicos, principalmente em áreas urbanas. A cidade, com grande concentração industrial, precisa de medidas que garantam a segurança da população.

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