Caso que aconteceu no dia 6 de abril, na Rodovia Anhanguera, deixou duas pessoas feridas
A polícia continua a investigação do audacioso assalto a carro-forte ocorrido recentemente na região de Ribeirão Preto, que resultou na fuga de uma quadrilha com um montante superior a 3 milhões de reais. O veículo de transporte de valores, com mais de 6 mil toneladas, foi completamente destruído em decorrência do uso de explosivos e munição pesada pelos criminosos.
Investigação e Rastreamento dos Criminosos
O delegado Marcos Camargo de Lacerda, responsável pelo caso, informou que os criminosos empregaram explosivos plásticos para atacar o carro-forte. Ele ressaltou que a complexidade e sofisticação dos materiais utilizados chamam a atenção e preocupam, mas também fornecem pistas cruciais para rastrear e reconstruir a ação criminosa, visando a prisão dos autores, a recuperação do dinheiro roubado e a prevenção de futuros crimes na região.
A Mudança nos Tipos de Explosivos Utilizados
Especialistas em segurança apontam para uma mudança nas táticas dos criminosos em relação à obtenção e aos tipos de explosivos. Fernando Palua, consultor em segurança, explica que, devido ao aumento dos investimentos em segurança por parte das pedreiras, a dinamite tem sido substituída por explosivos plásticos. As pedreiras, alvos frequentes de roubos para ataques a caixas eletrônicos, têm aprimorado suas medidas de segurança para evitar o furto desses materiais. A dificuldade em obter dinamite tem levado os criminosos a optarem por explosivos plásticos, que são mais fáceis de manusear, transportar e adquirir, possivelmente até mesmo do exterior.
Potência e Dificuldade de Fiscalização dos Explosivos Plásticos
Palua destaca a potência superior dos explosivos plásticos em comparação com a dinamite. Uma explosão com explosivo plástico gera uma expansão de gás de 8 mil metros por segundo, enquanto a dinamite atinge 6 mil metros por segundo. Essa maior potência torna os explosivos plásticos mais atraentes para os criminosos. Além disso, a facilidade em esconder explosivos plásticos em veículos dificulta a fiscalização. A posse de explosivos, independentemente do tipo, é considerada crime, com pena de reclusão de até quatro anos. Um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados no ano passado aumenta essa pena para até oito anos em casos de uso em roubos.
A busca por soluções para combater essa crescente ameaça continua sendo uma prioridade para as autoridades.



