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Exportação de carne bovina fecha primeiro semestre com queda de quase 4% em relação ao ano passado

Queda é reflexo da paralização por causa do registro de um caso de 'mal da faca louca'; faturamento foi de R$ 5 bilhões
exportação carne bovina
Queda é reflexo da paralização por causa do registro de um caso de 'mal da faca louca'; faturamento foi de R$ 5 bilhões

Queda é reflexo da paralização por causa do registro de um caso de ‘mal da faca louca’; faturamento foi de R$ 5 bilhões

Exportação de Carne Bovina: Queda no Primeiro Semestre

O primeiro semestre de 2023 registrou uma queda de quase 4% nas exportações de carne bovina brasileira em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o faturamento totalizou US$ 5 bilhões, representando uma redução de 21% em relação ao primeiro semestre de 2022. Esse resultado foi impactado pela suspensão temporária das exportações para a China, entre fevereiro e março, devido à detecção de um caso atípico de mal da vaca louca em Marabá, Pará.

Embargo Chinês e Recuperação

Embora o mês de junho tenha apresentado um crescimento de 26% nas exportações em comparação com junho de 2022, esse aumento não compensou a queda provocada pelo embargo chinês. A retomada das exportações ocorreu apenas em 23 de março, um mês após a identificação do caso atípico. Apesar da situação, economistas consideram que a queda no primeiro semestre não é motivo para grande preocupação, uma vez que o Brasil mantém sua posição como principal fornecedor global e está bem posicionado para atender à demanda chinesa, o maior importador de carne bovina.

Preços em Queda

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma queda de 15% nos preços da carne bovina em 2023, tendência que deve se manter. Antônio Camardelli, presidente da ABIEC, reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial, mesmo diante dos desafios enfrentados no primeiro semestre.

Apesar da queda nas exportações no primeiro semestre, o Brasil se mantém como um grande player no mercado internacional de carne bovina. A recuperação no mês de junho e a perspectiva de manutenção da demanda chinesa indicam uma tendência de retomada nos próximos meses. A queda nos preços, embora preocupante para os produtores, pode contribuir para o aumento do consumo interno e a competitividade no mercado externo.

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