Principal exportadora para a China é Sertãozinho; alta foi de R$ 70 milhões para quase R$ 140 milhões em atrássto
As exportações da região de Ribeirão Preto para a China apresentaram um crescimento notável, saltando de 70 milhões de dólares no ano passado para quase 140 milhões neste ano. Segundo pesquisadores, esse desempenho é impulsionado pela cidade de Sertãozinho, que se destaca na participação das exportações entre os municípios da região. Para entender melhor esse cenário, conversamos com o professor da FEA-USP, Luciano Nakabashi.
O Crescimento das Exportações como Sinal Positivo
Em um contexto econômico desafiador, o aumento das exportações surge como uma notícia animadora. Nakabashi ressalta que a região depende fortemente das exportações, especialmente de produtos como açúcar, etanol, carne e celulose. O aumento da demanda chinesa, em um momento em que o país asiático acelera seu crescimento e diminui a importação de outros produtos, como minérios de ferro, é crucial para a economia local.
Desafios e Oportunidades para o Futuro
Embora as exportações para os Estados Unidos e Reino Unido tenham apresentado queda, Nakabashi vislumbra variáveis que podem impulsionar a economia da região ao longo de 2016. Apesar de prever um ano difícil, com alto desemprego e crescimento limitado, ele acredita que a situação será mais favorável em comparação com 2014 e 2015. Para aumentar ainda mais as exportações, é fundamental aproveitar a depreciação do real, que torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional. No entanto, é crucial abordar questões estruturais, como o “custo Brasil”, que envolve infraestrutura inadequada, alta carga tributária, burocracia excessiva e a necessidade de qualificação da mão de obra.
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Impacto Local e Incentivos Governamentais
O destaque de Sertãozinho nas exportações para a China traz benefícios concretos para a região, como a geração de renda. Em um momento em que diversas empresas enfrentam dificuldades financeiras, o aumento das exportações pode impulsionar a retomada do emprego, ainda que de forma gradual, a partir de 2017. Nakabashi avalia positivamente os incentivos do governo estadual para a exportação, ressaltando a importância de analisar as medidas propostas e seus impactos reais. É fundamental focar na redução do “custo Brasil” e na qualificação da mão de obra para aumentar a competitividade da região.
O aumento das exportações representa um alento para a economia regional, sinalizando um caminho para a recuperação e o desenvolvimento.



