No acumulado dos últimos 12 meses, de julho de 2017 a julho de 2018, a elevação foi de 3,37%; Sertãozinho foi quem mais exportou
As exportações da região de Ribeirão Preto registraram saldo positivo em julho de 2018, superando os números do mesmo período de 2017. O acumulado dos últimos 12 meses aponta um crescimento de 3,37%, impulsionado principalmente pelo desempenho de Sertãozinho, que arrecadou mais de US$ 34 milhões em exportações apenas em julho.
Produtos que alavancaram as exportações
De acordo com Luciano Nakabache, pesquisador do Sepr Fundase, o aumento nas exportações se deve à alta demanda por produtos como estanho e soja. O açúcar, porém, mantém-se como o principal produto exportado da região, contribuindo significativamente para o resultado positivo. Embora Ribeirão Preto registre embarques consideráveis de estanho e soja (75% e 46% de aumento, respectivamente), uma parcela significativa desses produtos é proveniente de outras regiões, influenciando os dados estatísticos.
Cenário nacional e perspectivas futuras
Enquanto a região de Ribeirão Preto comemorou o sucesso de suas exportações, o Brasil fechou julho com déficit na balança comercial, importando mais do que exportou. As exportações nacionais cresceram 2%, enquanto as importações subiram 4%. Edgar Monfort Merlo, economista, destaca o papel da agricultura no sucesso da região, contrastando com a situação nacional onde comércio e indústria predominam, resultando em maior volume de importações. Ele prevê um crescimento gradual da economia brasileira nos próximos meses, condicionado à redução da insegurança política e retomada de investimentos.
Desafios e oportunidades
Tanto Nakabache quanto Merlo projetam um crescimento lento, porém consistente, nas exportações. Há uma expectativa de redução na participação do açúcar nas exportações, com a soja assumindo um papel mais relevante. A estabilização cambial após as eleições também é vista como um fator positivo para o setor. Apesar do déficit na balança comercial do estado de São Paulo, que recuou mais de 13% entre junho e julho, perdendo R$ 8 bilhões, a região de Ribeirão Preto demonstra resiliência e potencial de crescimento no setor de exportações.



