Com o Carnaval em pleno andamento, blocos de rua, matinês em clubes e festas ao ar livre têm reunido milhares de foliões sob sol forte e altas temperaturas. Entre fantasias, glitter e muita animação, os cuidados com a pele acabam ficando em segundo plano, o que pode trazer consequências que vão além de uma simples vermelhidão.
Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo indicam que as queimaduras solares representam cerca de 20% das consultas dermatológicas durante o verão, reforçando a importância da prevenção, especialmente em períodos de maior exposição ao sol, como o Carnaval.
Protetor solar é aliado indispensável
Em entrevista à CBN, a dermatologista Flávia Vilela destacou que o uso do filtro solar é a principal forma de proteção durante a folia.
Segundo a médica, o ideal é optar por protetores com FPS acima de 50, aplicar antes de sair de casa e reaplicar a cada duas horas, principalmente após entrar em piscinas ou em contato com suor excessivo.
Horários de maior risco
A especialista alerta que o período entre 9h e 16h concentra os maiores índices de radiação ultravioleta. Nesses horários, a recomendação é evitar a exposição direta ao sol e buscar alternativas como sombra, ambientes cobertos e barreiras físicas, como chapéus, bonés e roupas com proteção UV.
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Glitter, maquiagem e fantasias exigem cuidado
O uso excessivo de maquiagem e glitter pode agravar queimaduras solares e até provocar reações alérgicas, principalmente em pessoas que já têm dermatite ou sensibilidade na pele. A orientação é sempre aplicar o protetor solar antes da maquiagem e remover completamente os produtos ao chegar em casa.
Queimou a pele? Saiba o que fazer
Em casos de queimadura solar, a recomendação inicial é interromper a exposição ao sol e investir na hidratação da pele. Produtos hidratantes indicados por dermatologistas ajudam a aliviar o desconforto e a restaurar a barreira cutânea. Em situações mais graves, é fundamental procurar atendimento médico.
Babosa ajuda?
A babosa (aloe vera) pode ser utilizada após a exposição solar, em produtos específicos, por seu efeito calmante e cicatrizante. No entanto, ela não substitui o protetor solar e não deve ser usada como forma de proteção antes da exposição.
“O protetor solar precisa ser o companheiro inseparável do folião durante todo o Carnaval.”
A recomendação dos especialistas é clara: dá para curtir a folia com segurança, desde que o cuidado com a pele faça parte da programação, assim como a fantasia e o roteiro dos blocos.



