Você sabia que o famoso jaleco médico nem sempre foi branco? Exposição no campus da USP acontece até o dia 24
A cor branca, predominante nos jalecos médicos e de enfermagem atualmente, nem sempre foi a escolha padrão. Um mergulho na história revela uma trajetória de cores e influências culturais que moldaram essa vestimenta tão icônica.
Influências Religiosas e a Idade Média
A pesquisadora Luciana Luquezi, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, explica que a influência religiosa na Idade Média resultou em jalecos de cores neutras, como o cinza. A associação do cuidado com os doentes a um dever cristão fez com que os uniformes se assemelhassem a hábitos de freiras, com tons mais recatados.
A Revolução Azul de Florence Nightingale
Em 1860, Florence Nightingale, considerada a mãe da enfermagem moderna, introduziu o jaleco azul em sua escola na Inglaterra. Essa inovação influenciou diversas instituições, que adotaram uniformes azuis, incluindo a icônica capa azul das enfermeiras nightingaleanas, usada fora do ambiente hospitalar.
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Do Azul ao Branco: Limpeza, Paz e Tranquilidade
A transição para o jaleco branco é explicada pela associação da cor à limpeza e higiene, essencial na profissão. Para estudantes de medicina, o branco facilita a identificação de sujeira. Luciana Luquezi acrescenta que o branco também transmite paz e tranquilidade aos pacientes, sendo uma cor que não ameaça. Entretanto, essa escolha está sendo repensada, com o jaleco branco perdendo espaço em alguns contextos.
A Escola de Enfermagem da USP em Ribeirão Preto promove uma exposição sobre a história do jaleco (1890-1942), disponível até 24 de agosto na Avenida Bandeirantes, 3900 (Campus USP). Mais informações podem ser encontradas em erp.usp.br.



