Criação da Organização de Proteção às Abelhas ‘Bee or not to be’ será neste sábado, no Shopping Iguatemi
O aumento da mortalidade de abelhas em diversas partes do mundo preocupa especialistas. A principal causa, apontada como responsável pela extinção de colônias em algumas regiões, é a pulverização de agrotóxicos cada vez mais potentes.
Prejuízos Devastadores para Apicultores
Um apicultor de Araras, Lúcio Pacanhelli, sofreu recentemente perdas significativas, com a morte de milhões de abelhas. Ele atribui o ocorrido à pulverização aérea de agrotóxicos na região, que afetou cerca de 200 colmeias, restando apenas 28. Além das perdas econômicas, a mortandade acarreta consequências ambientais preocupantes.
O Impacto Ambiental e a Responsabilidade Humana
O professor Lio Anel Seguigon, especialista em genética de abelhas da USP, explica que o desaparecimento das abelhas está ligado ao uso indiscriminado de agrotóxicos, intensificado após a década de 1990 com o lançamento de pesticidas neonicotinoides. Outros fatores, como a destruição de habitats, também contribuem para o problema. As abelhas são vitais para a polinização, responsáveis por cerca de 90% da flora do planeta, incluindo 70% das plantas que geram alimentos. A dependência é significativa: a produção de amêndoas nos EUA, por exemplo, depende 100% das abelhas.
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Conscientização e Ações de Preservação
Para conscientizar a população sobre a importância das abelhas, Ribeirão Preto sediou um evento de lançamento de uma ONG dedicada à defesa desses insetos. O evento incluiu palestras sobre a importância das abelhas para a agricultura e a saúde ambiental, além do lançamento de um caderno de atividades para crianças. A campanha “Bee or Not to Bee”, iniciada em 2013, visa ampliar ações de prevenção, educação e pesquisa sobre esses polinizadores essenciais. Um estudo da UNESP e da UFSCar, realizado entre 2015 e 2023, em apiários do interior paulista, concluiu que o uso incorreto de agrotóxicos é a principal causa da mortalidade de abelhas na região.



