Prefeitura informou que está fazendo a substituição das plantas por mudas nativas; 300 árvores serão retiradas
O corte de aproximadamente 300 árvores na região da Lagoa dos Saibros, em Ribeirão Preto, gerou revolta entre moradores. Iniciada na semana passada, a extração, justificada pela remoção de espécies invasoras, ocorreu em um terreno entre a Lagoa e a Avenida Nestlé, e também próximo à Alameda C. A polêmica se acirrou devido ao calor intenso e à falta de comunicação prévia sobre o projeto.
Polêmica Ambiental e Reações da Comunidade
Liliane Cristina Leonanjo, ambulante da região, relatou surpresa ao presenciar o corte. Segundo ela, um funcionário da prefeitura havia avisado sobre a remoção das árvores consideradas invasoras (originárias da Austrália), alegando que prejudicavam o crescimento da vegetação nativa. A moradora expressou indignação, afirmando que a ação afeta o meio ambiente e questionou a falta de replantio na área.
Investigação e Justificativas da Prefeitura
O vereador Marcos Papa, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Ribeirão Preto, investigou o caso. A prefeitura confirmou que o objetivo é retirar espécies invasoras para favorecer o crescimento de árvores nativas. A promessa é de plantio de mais de 2.000 mudas na região. Papa, no entanto, criticou a falta de gestão da cobertura verde na cidade, apontando a baixa porcentagem de arborização urbana (12%) em comparação à recomendação da ONU (30%). Ele destacou que o projeto na Lagoa dos Saibros se trata de uma compensação ambiental, com a retirada de 300 árvores invasoras e o plantio de 2.099 árvores nativas. Papa também lamentou a ausência de verba para o plantio de árvores no orçamento de 2024.
Leia também
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que estuda um termo de cooperação com uma universidade para estudos e pesquisas ambientais na área, incluindo análises da água e do solo, além do plantio de mudas nativas após a remoção das espécies invasoras (como leucena e albízia). A secretaria se comprometeu a acompanhar o desenvolvimento do projeto. Apesar das justificativas, a população permanece preocupada com os impactos ambientais, especialmente em tempos de calor extremo e mudanças climáticas, reforçando a necessidade de transparência e acompanhamento rigoroso do processo de replantio e manutenção da área.



