Material coletado foi encaminhado ao Núcleo de Toxicologia do IML em São Paulo, que deve concluir as análises em até 30 dias
Peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto realizaram nesta manhã em Pontal a exumação do corpo de Natália Garnica, Exumação do corpo da irmã de, que faleceu em fevereiro. A polícia investiga a possibilidade de envenenamento, semelhante ao caso da cunhada de Natália, Larissa Rodrigues.
A exumação durou cerca de uma hora e, apesar do avançado estado de decomposição do corpo, os peritos conseguiram retirar partes importantes dos órgãos, como estômago, fígado e intestino, que são essenciais para a detecção de substâncias tóxicas. O processo foi acompanhado por policiais civis, que garantiram a segurança e a custódia do local.
Detalhes do exame pericial: O médico legista e diretor do IML de Ribeirão Preto, Dr. Diogenes de Freitas Cardoso, explicou que o corpo já havia passado por exame necroscópico e que a decomposição pode prejudicar a identificação de substâncias. Ele ressaltou que a quantidade de material coletado foi mínima e que o laudo poderá indicar se o exame foi prejudicado pelo estado do corpo.
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Envio das amostras e análise
As amostras coletadas serão enviadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil em São Paulo, onde serão analisadas para a presença de venenos, incluindo o chumbinho (carbonato de chumbo), entre outras substâncias. O Dr. Leonardo, que participou da exumação, afirmou que as amostras serão encaminhadas ao laboratório lacradas e sem manipulação.
Investigação policial: O delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso, acompanhou a exumação e informou que a investigação segue em andamento, com análise de aparelhos telefônicos apreendidos, incluindo os de Larissa Rodrigues, Elizabeth Arrabassa (sogra de Larissa e mãe de Natália) e Luiz Antônio Garnica. O delegado destacou que o caso é complexo e que o relatório final deve ser concluído em até 30 dias, podendo haver prorrogação se necessário.
Defesa e situação dos investigados: A advogada de defesa de Elizabeth Arrabassa informou que já solicitou à Justiça a transferência da prisão temporária para prisão domiciliar, devido ao estado de saúde da cliente, que tem 67 anos e está presa há duas semanas na cadeia de São Joaquim da Barra. Luiz Antônio Garnica, que também está preso temporariamente na cadeia de Santa Rosa de Viterbo, nega envolvimento no caso. Ambos foram detidos após a morte de Larissa Rodrigues, professora de pilates.
Panorama
A exumação do corpo de Natália Garnica faz parte das investigações sobre a morte suspeita de Larissa Rodrigues, que pode ter sido vítima de envenenamento. As análises laboratoriais e a investigação policial continuam para esclarecer as circunstâncias dos óbitos.



