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Fábrica de calçados de Franca demite 328 funcionários

Em nota a empresa informou que 'a crise exigiu uma mudança nos negócios'
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Em nota a empresa informou que 'a crise exigiu uma mudança nos negócios'

Em nota a empresa informou que ‘a crise exigiu uma mudança nos negócios’

A crise econômica que assola o país atingiu duramente a indústria calçadista de Franca, cidade conhecida como a capital nacional do calçado. Um dos mais recentes exemplos dessa situação é o fechamento de unidades da Amazonas, empresa tradicional do setor com mais de 70 anos de história na região.

Demissões em Massa e Fechamento de Unidades

A Amazonas, pertencente a um grupo maior, demitiu 328 funcionários em quatro unidades no Brasil, sendo a maioria em Franca. A empresa, em nota, atribuiu as demissões à necessidade de mudanças nos negócios e à saída do setor de solados de borracha, principal produto fabricado na cidade. Apesar do pedido de entrevista, nenhum representante da empresa se pronunciou diretamente sobre o assunto.

Impacto Econômico e Histórico

O historiador Pedro Tose lamentou o fechamento da fábrica, destacando a importância histórica da Amazonas para a formação da indústria calçadista de Franca. Para ele, o ocorrido representa um declínio e um retrocesso que exige atenção. A crise afetou significativamente o setor, com o número de funcionários na indústria calçadista da cidade caindo de 20 mil para 18 mil entre o fim do ano passado e o primeiro semestre deste ano. As vendas estão menores tanto no mercado interno quanto externo, com queda de quase 6% nas exportações, segundo Geraldo Nobre, presidente do sindicato da categoria. A situação é agravada pelo fechamento da transportadora do grupo Amazonas, resultando em pelo menos 140 demissões adicionais em Franca, segundo o sindicato.

Um Futuro Incerto

A situação econômica de Franca se agrava com a perda de postos de trabalho no setor industrial. A época, geralmente marcada por contratações devido às festas de fim de ano, promete ser ainda mais desafiadora para os trabalhadores da região, uma vez que o setor de borracha, que acompanha o ritmo da indústria calçadista, também sofre com a crise. A falta de perspectivas positivas para o setor gera preocupações sobre o futuro econômico da cidade e de seus habitantes.

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