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Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto promove ‘Feira Forense’

Evento conta com estações práticas para coleta de digitais, simulação de local de crime, entre outros; ação é aberta ao público
Faculdade de Odontologia da USP
Evento conta com estações práticas para coleta de digitais, simulação de local de crime, entre outros; ação é aberta ao público

Evento conta com estações práticas para coleta de digitais, simulação de local de crime, entre outros; ação é aberta ao público

A Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto abre ao público a Feira Forense, evento que reúne estações práticas e equipamentos usados em investigações criminais e civis. A iniciativa, organizada pelo setor de odontologia legal da USP-RP, apresenta técnicas como antropologia forense, coleta de digitais e comparação de achados odontológicos.

O que faz a odontologia forense

Segundo o professor Ricardo Henrique Alves da Silva, responsável pela área de odontologia legal da USP-RP, a odontologia forense é uma das especialidades que o cirurgião-dentista pode seguir. Na graduação os alunos têm contato com a disciplina por meio de aulas teóricas e práticas; quem se interessa costuma buscar formação de pós-graduação para atuar como perito.

O campo de atuação é amplo: na esfera criminal há identificação humana, antropologia forense e estimativa de idade; na esfera civil o perito avalia danos odontológicos em processos judiciais; na administrativa atua em auditorias de operadoras e planos de saúde. Alves da Silva destaca ainda a análise de marcas de mordida e a documentoscopia como partes integrantes do trabalho forense.

A feira e as estações práticas

O evento montou oito estações para demonstrar o universo da ciência forense. Pela manhã mais de 40 alunos de duas escolas de Ribeirão Preto participaram das atividades. Entre as estações estão simulações de local de crime, antropologia forense com ossada didática, papiloscopia para coleta e análise de impressões digitais, odontologia legal para comparação de achados odontológicos e documentoscopia para verificação de falsificações e elementos de segurança em cédulas.

A feira teve sessões abertas ao público: a tarde houve atendimento a visitantes com início às 14h e última sessão às 16h, com vagas remanescentes para quem se inscrever localmente.

Maior visibilidade e o papel do perito

O professor lembra que a procura pela área cresceu com o aumento de conteúdos em séries, filmes e podcasts — títulos como CSI e Bones ajudam a popularizar a profissão. Hoje alunos da graduação já chegam demonstrando interesse por perícia, algo incomum nas turmas de 1999, quando Alves da Silva entrou na faculdade.

Ele reforça que o perito atua de forma técnica e científica, sem papel de julgador, colaborando com autoridades policiais e judiciárias para elucidar fatos e reduzir injustiças. Segundo o docente, existem estruturas periciais competentes em todo o país, com profissionais altamente qualificados.

A Feira Forense da Faculdade de Odontologia da USP-Ribeirão Preto segue com demonstrações e atendimentos ao público conforme a programação do dia, oferecendo uma aproximação prática entre estudantes, profissionais e a comunidade.

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