Detida pela Polícia Federal, Jarlene Raquel, de 21 anos, se passava por oncologista
Fraude em Franca: Tentativa de registro médico com documentos falsos
Jarlene Raquel, de 21 anos, foi descoberta tentando se registrar como médica oncologista em Franca, interior de São Paulo. O delegado regional do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Ulisses Minicute, desconfiou da documentação apresentada pela jovem, principalmente devido à sua idade e à inconsistência das informações sobre sua residência médica. Um diploma de medicina emitido por uma universidade da capital paulista foi considerado falso.
Investigação e Prisão
Apesar de não ter trabalhado em Franca, o Cremesp avisou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo e o Conselho Federal de Medicina sobre a situação. Em outubro, Jarlene tentou o mesmo golpe no Conselho Regional de Medicina do Piauí, mas foi presa em flagrante. O diploma apresentado continha a data de formatura em 25 de setembro, cinco meses antes da data de emissão do documento. Miriam Parente, presidente do Cremesp no Piauí, relatou que um funcionário desconfiou das inconsistências e solicitou informações à instituição de ensino, que confirmou a falsidade da documentação. A polícia também encontrou um carimbo com um número de registro falso.
Consequências Jurídicas
Jarlene Raquel está presa em Teresina e responderá por vários crimes, segundo seu advogado, Abidal Akuri: falsidade material (falsificação de documento público), falsidade ideológica (se intitular médica), exercício ilegal da profissão e estelionato. A polícia civil de Franca também a indiciará por falsificação, com pena prevista de 3 a 6 anos de prisão.
A rápida ação dos conselhos de medicina e a investigação policial eficiente impediram que Jarlene Raquel lesasse pacientes e manchou a reputação da profissão médica. O caso serve como alerta sobre a importância da verificação rigorosa de documentos e a necessidade de vigilância constante contra fraudes.



