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Falso médico é preso pela segunda vez por exercício ilegal da medicina

Formado no exterior, Pablo Mussolin, que atuou no PS Álvaro Azzuz, em Franca, estava em hospital particular de Pirituba
Falso médico exercício ilegal medicina
Formado no exterior, Pablo Mussolin, que atuou no PS Álvaro Azzuz, em Franca, estava em hospital particular de Pirituba

Formado no exterior, Pablo Mussolin, que atuou no PS Álvaro Azzuz, em Franca, estava em hospital particular de Pirituba

Pablo do Nascimento Mussolim foi preso em São Paulo pela segunda vez em pouco mais de um ano, reincidindo no crime de exercício ilegal da medicina. A prisão ocorreu em um hospital particular em Pirituba, zona oeste da capital paulista, após ser reconhecido por uma paciente.

A Prisão e os Indícios

Com Mussolim, a polícia apreendeu um carimbo com um número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e um estetoscópio. Segundo o tenente da Polícia Militar, José Eduardo de Campos Tenuço, Mussolim possui formação em medicina em outro país, mas enfrenta problemas na revalidação de seu diploma, tendo apresentado documentos falsos para tal.

Reincidência e Histórico

Esta é a segunda vez que Mussolim é preso pelo mesmo motivo. A primeira ocorrência foi em julho de 2015, quando atuava em um pronto-socorro em Franca, interior de São Paulo, utilizando o nome de um médico do Rio Grande do Norte, Dr. Álvaro Azuz. A prefeitura de Franca investigou o caso, descobrindo que ele teria recebido R$ 80 mil em um único mês. Uma sindicância revelou que pelo menos quatro supostos falsos médicos atuaram no pronto-socorro da cidade, utilizando números de registro inválidos.

Implicações e Defesa

O advogado de Mussolim, José Roberto de Sá, confirmou que seu cliente possui diploma de médico, mas enfrenta problemas com o Conselho Regional de Medicina. Mussolim poderá responder ao processo em liberdade mediante o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil. O hospital onde ocorreu a prisão em São Paulo ainda não se manifestou sobre o caso. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo alerta que a falta de registro pode invalidar documentos assinados por esses profissionais, como atestados de óbito. O ICV (Instituto Ciências da Vida), responsável pela contratação de médicos em Franca, afirmou que apura internamente o caso e colabora com as investigações, alegando também ser vítima das irregularidades.

O caso levanta questões sobre a fiscalização e a segurança dos serviços de saúde, além da importância da validação de diplomas estrangeiros para garantir a qualificação dos profissionais que atuam no país.

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