Professo e administrador, André Lucirton, afirma que as reclamações dos usuários estão em contrato, mas não são respeitadas
Em Ribeirão Preto, a renovação da frota de ônibus, após anos de espera e repasses milionários, levanta questionamentos sobre a gestão do transporte público.
Repasses e a falta de melhorias
Setenta milhões de reais, somados a quase dez milhões em recursos federais para gratuidade, foram destinados ao consórcio PróUrbano, responsável pelo transporte público da cidade desde 2012. Apesar do investimento, a população reclama da falta de melhorias no serviço. A pandemia é apontada como justificativa para os problemas, mas a demora na renovação da frota gera questionamentos sobre a eficácia da gestão e a fiscalização do contrato.
Análise do contrato e a necessidade de controle
O professor André Luciertão Costa, especialista em gestão de transporte público, destaca a necessidade de transparência e controle. Ele analisa o contrato de 2012, que prevê a renovação da frota a cada dez anos, e questiona a falta de fiscalização que permitiu a deterioração dos ônibus. A falta de controle, segundo o professor, gera um ciclo vicioso de problemas, culminando em gastos exorbitantes e falta de confiança da população.
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O futuro do transporte público em Ribeirão Preto
O transporte coletivo enfrenta desafios em todo o mundo, com aumento de custos e redução no número de passageiros. Em Ribeirão Preto, a solução passa por uma reavaliação dos parâmetros do sistema, incluindo a possibilidade de revisão do contrato ou até mesmo uma nova licitação, caso o consórcio atual não consiga atender às novas demandas. A cobrança por fiscalização e transparência é fundamental para garantir melhorias no serviço e evitar novos problemas no futuro.



