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Falta de água atinge pelo menos sete cidades da região

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Falta de água
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O clima seco persistente tem transformado a paisagem urbana e alterado a rotina dos moradores em diversas cidades. A ausência das esperadas chuvas de verão trouxe consigo um aumento nas temperaturas e uma crescente escassez de água, levando as prefeituras a adotarem medidas para evitar o desperdício.

Racionamento e Medidas Emergenciais

Em Bebedouro, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) implementou o racionamento de água, com interrupções diárias no fornecimento entre 13h e 17h. Segundo o diretor do órgão, Gilmar Feltrin, a medida se deve à redução drástica no volume de água disponível. “Nós temos hoje cerca de 40% somente de água. O volume que entra é menor do que aquele que é consumido”, explica Feltrin.

Em Serrano, o Departamento de Água e Esgoto também está desligando as bombas em horários específicos. O superintendente João Paulo Escodonho informou que o racionamento afeta apenas alguns bairros com maior consumo, especialmente nos finais de semana.

Orlândia e a Busca por Conscientização

Orlândia foi uma das primeiras cidades da região a decretar o racionamento, com diversos bairros já enfrentando a falta d’água. O secretário de infraestrutura, Hugo de Giovanni Netto, estuda multar quem for flagrado desperdiçando água. “Estamos solicitando que o pessoal economize a água, não façam essas limpezas de calçada, lavagem de carro nesse momento, até que se normalize os abastecimentos”, alerta Netto.

Em Sertãozinho, o superintendente da prefeitura, Carlos Roberto Sarney, aposta em medidas educativas para promover o uso racional da água. Embora o município esteja em situação confortável, Sarney ressalta a importância da conscientização para evitar o desperdício e prevenir futuros problemas.

Impacto na Agricultura e Nível do Aquífero Guarani

O calor excessivo também prejudica a produção agrícola, principalmente de verduras. O agro-meteorologista Glauco Cortez explica que a baixa precipitação e o calor fazem com que as plantas transpirem muito, prejudicando o crescimento e a qualidade dos produtos.

Um levantamento do Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo revelou que o Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água potável da América Latina, está diminuindo 1 metro por ano em Ribeirão Preto. O monitoramento, realizado desde 1950, comprovou que o lençol freático já baixou 60 metros na região central da cidade.

Diante desse cenário, a colaboração de todos é fundamental para garantir o uso consciente da água e preservar esse recurso vital para as futuras gerações.

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