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Desmatamento na Amazônia e a Queda na Produtividade do Agronegócio
Um estudo publicado na revista Nature Communications revelou a preocupante relação entre o desmatamento na região sul da Amazônia e a queda na produtividade do agronegócio brasileiro. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, em conjunto com a Universidade Federal de Viçosa e uma universidade alemã, analisaram dados que comprovam a diminuição da umidade e das chuvas em decorrência da perda de florestas, impactando diretamente a produção agrícola.
Impacto na Produção e Prejuízos Econômicos
A pesquisa indica que, em 2019, um quarto da região sul da Amazônia já havia atingido o limite crítico de redução de chuvas. Em algumas áreas, a diminuição chega a quase metade do volume total anual. O estudo, que durou três anos e analisou dados de 20 anos, demonstra que a cada 10% de aumento no desmatamento, a quantidade de chuva anual diminui aproximadamente 49,2 milímetros. Dados de produtividade do Ministério do Meio Ambiente, projetados de 2019 a 2029, corroboram os prejuízos econômicos causados pela redução da produção agrícola.
Alerta e Necessidade de Ação
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que a área sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal em abril de 2024 foi a maior para o mês desde 2016, marcando o segundo mês consecutivo de recordes históricos. Embora a magnitude dos prejuízos futuros possa variar dependendo das políticas de controle do desmatamento, a realidade da perda de produtividade e os impactos econômicos são inegáveis. A necessidade de ações efetivas para conter o desmatamento e mitigar os danos ao agronegócio é urgente.
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O desmatamento na Amazônia representa uma ameaça significativa à produção agrícola brasileira, com consequências econômicas já palpáveis. Ações imediatas e eficazes de combate ao desmatamento são cruciais para a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade do agronegócio.