Docente da USP afirma que é preciso ‘ter a Amazônia em pé’ para conseguir desenvolver a economia em Ribeirão Preto
Três meses sem chuvas significativas em Ribeirão Preto elevam o risco de incêndios na região, alguns deles exigindo mais de cinco horas de trabalho dos bombeiros para serem controlados. A pesquisadora Roberta Paulino, da USP de Ribeirão Preto, explica a relação entre esse aumento de focos de incêndio local e o desmatamento na Amazônia.
Amazônia e o clima de Ribeirão Preto: uma conexão crucial
O desmatamento na Amazônia intensifica a estação seca na região, afetando diretamente o regime de chuvas em Ribeirão Preto, localizada a dois mil quilômetros de distância. A umidade gerada na Amazônia, através do sistema dos rios aéreos, regula as chuvas no Sudeste. A redução dessa umidade impacta diretamente o agronegócio, principal atividade econômica da região, dependente de chuvas regulares para produção.
Consequências da seca prolongada
A estiagem prolongada em Ribeirão Preto tem se tornado mais intensa e frequente, com 12% mais incêndios este ano em comparação com a seca do ano passado. A baixa umidade do ar (entre 10% e 20%) compromete a qualidade do ar, afetando a saúde da população e a natureza. O educador ambiental Vinícius Viagem destaca a situação crítica do bioma de Mata Atlântica na cidade, com árvores desidratadas e em risco, demonstrando a urgência pela volta das chuvas.
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Um apelo pela chuva
A situação é preocupante, com árvores secas e em queda no parque da cidade. A esperança reside na chegada de chuvas abundantes para amenizar os efeitos da seca prolongada e evitar danos irreversíveis à região e ao seu ecossistema.



