Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A região de Ribeirão Preto enfrenta uma das secas mais severas de sua história, com níveis de umidade do ar alarmantemente baixos, classificados como estado de emergência. A situação, que se agrava a cada dia, tem gerado impactos significativos no abastecimento de água, na agricultura e na saúde da população.
Seca Histórica e seus Impactos
De acordo com medições realizadas desde 1941 no Rio Pardo, os níveis atuais de água estão entre os mais baixos já registrados, atingindo cerca de 50 centímetros. Essa escassez hídrica afeta diretamente os sistemas de abastecimento, a irrigação agrícola e a disponibilidade de água para consumo humano. A falta de chuvas consistentes, com exceção do litoral, agrava ainda mais o cenário no interior de São Paulo.
Umidade do Ar em Níveis Críticos
A baixa umidade do ar, com índices inferiores a 12%, representa um risco grave para a saúde respiratória da população. Cidades da região já decretaram calamidade pública devido à falta de água para atender às necessidades básicas. A situação é crítica, com reservatórios em níveis preocupantes e serviços de abastecimento sobrecarregados.
Queimadas Agravam a Crise
As queimadas, frequentes na região, contribuem para o aumento da temperatura e a diminuição da umidade do ar. A fumaça e as partículas resultantes das queimadas são transportadas para as áreas urbanas, prejudicando ainda mais a qualidade do ar e a saúde da população. É fundamental evitar queimadas de qualquer tipo, tanto em áreas rurais quanto urbanas, para mitigar os impactos negativos.
Diante da ausência de previsão de chuvas nos próximos dias, a situação tende a se agravar, com possíveis consequências ainda mais drásticas para o abastecimento de água e a qualidade de vida na região.



