Moradores receberam cartas de reintegração de posse mesmo alegando ter adquirido de forma legal
Moradores do bairro Nova Dumont, em Dumont, foram surpreendidos com cartas de reintegração de posse, gerando um impasse que se arrasta há mais de 20 anos. O caso envolve a venda de terrenos de um loteamento, com diferentes versões sobre a legalidade das transações.
A polêmica dos terrenos
A química Gianni Bordini afirma que os lotes pertenciam a seu falecido marido, que os comercializou por meio de um contrato com o corretor Ladislau Miru Polegato. Segundo ela, Polegato realizou vendas indevidamente, sem a liberação do loteamento e descumprindo o acordo que previa uma comissão de corretagem. Bordini alega que, apesar de um comunicado em 1999 sobre o sequestro dos imóveis, as vendas prosseguiram. Ela garante ter direito aos terrenos e promoveu um esplantão de vendas no local.
A versão dos moradores
Já os moradores afirmam ter comprado os terrenos de Polegato de boa-fé, construindo casas e pagando impostos como IPTU há duas décadas. Eles possuem comprovantes de pagamento e alegam que as escrituras, registradas em cartório há 22 anos, estão em nome de Ladislau Miru Polegato. A confusão se agrava com a alegação de que o marido de Bordini teria emitido bilhetes afirmando que os terrenos não lhe pertenciam, mesmo com a escritura em seu nome.
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Um impasse com múltiplas versões
A situação envolve três partes: os moradores que adquiriram os terrenos, Ladislau Miru Polegato, que alega ter vendido os terrenos legalmente, e Gianni Bordini, que reivindica a posse da área. A prefeitura de Dumont se pronunciou, afirmando que buscará uma solução para o impasse, analisando os documentos registrados em cartório. A falta de escrituras em alguns casos e a existência de contratos de gaveta contribuem para a complexidade da situação, destacando a importância da regularização de imóveis para evitar conflitos futuros.



