Corpos que chegarem a partir das 19h da sexta só serão liberados no domingo pela manhã por falta de plantonistas aos sábados
Falta de funcionários prejudica o Serviço de Verificação de Óbitos em Ribeirão Preto
O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de Ribeirão Preto, órgão ligado à Universidade de São Paulo (USP) e ao governo do Estado, enfrenta sérias dificuldades por causa da falta de funcionários. A denúncia foi feita por Marco Aurélio Guimarães, médico e diretor do SVO, que afirma que a situação está “muito precária”.
Funcionamento comprometido
Com apenas três médicos e três técnicos de necrópsia, o SVO trabalha das 8h às 20h, mas o recebimento de corpos para autópsia só pode ser feito até as 19h para que o procedimento seja realizado no mesmo dia. A equipe reduzida impossibilita o atendimento aos sábados, e corpos que chegam após as 19h de sexta-feira só são examinados no domingo. A partir de 27 de fevereiro, o atendimento será em dias alternados, devido às férias de um médico.
Governo e USP pressionados
A situação crítica é atribuída a uma lei estadual de 2014 que proibiu contratações para o SVO. Guimarães cobra providências do governo do Estado de São Paulo e da USP para reverter a situação. Desde 2014, com demissões, aposentadorias e exonerações, o quadro de funcionários não foi reposto, levando o serviço a uma situação de “pré-colapso”. Para normalizar o funcionamento, Guimarães defende a duplicação do quadro de funcionários, chegando a seis médicos e seis técnicos.
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A CBN Ribeirão Preto questionou o governo estadual sobre o problema, mas ainda não recebeu resposta. A falta de profissionais impacta diretamente a população, gerando atrasos e dificuldades no processo de verificação de óbitos na cidade.



