Pesquisador da Fiocruz cobra políticas públicas eficazes no combate ao coronavírus no Brasil
A situação da pandemia de COVID-19 em Ribeirão Preto e região é crítica, com falta de profissionais de saúde, insumos e leitos de UTI. O principal hospital da região, um hospital universitário de referência, enfrenta escassez de medicamentos e recursos humanos, reflexo da incompetência do governo federal no combate à pandemia.
Falta de Insumos e Recursos Humanos
A falta de medicamentos essenciais, como analgésicos e betabloqueadores, agrava a situação de pacientes internados. A dificuldade de acesso a esses medicamentos, de compra centralizada pelo governo federal, demonstra a ineficiência na gestão da crise sanitária. A demora na adoção de protocolos científicos eficazes e a insistência em tratamentos comprovadamente ineficazes contribuem para o cenário caótico.
Variante P1 e Ações Descoordenadas
A predominância da variante P1 em Ribeirão Preto e região preocupa, pois suas mutações podem torná-la mais transmissível. Embora não se saiba se é mais letal, sua disseminação exige ações coordenadas e eficazes. A falta de uma política pública nacional consistente e a ausência de um plano de contenção do vírus contribuem para a propagação da doença. A situação é agravada pela falta de coordenação entre municípios, com cidades vizinhas enfrentando crises similares, sem ações conjuntas para enfrentá-las. Ribeirão Preto, por ser um centro econômico regional, recebe pessoas de diversas cidades, o que torna a situação ainda mais complexa.
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Necessidade de Ações Coordenadas e Informação
A alta positividade de testes em Ribeirão Preto (38%) indica uma grande circulação viral. A falta de coordenação entre os municípios e a ausência de um plano nacional de combate à pandemia resultam em ações fragmentadas e ineficazes. A situação do hospital de referência, sem suprimentos básicos, demonstra a gravidade do problema. A desinformação e a falta de uma política pública eficaz agravam a crise. A transparência e a informação precisa à população são fundamentais para o enfrentamento da pandemia.


