País que já foi referência na prevenção de doenças hoje está entre as nações com as piores taxas; infectologista comenta
Nos últimos anos, a cobertura vacinal no Brasil sofreu uma queda alarmante, gerando preocupações nas autoridades de saúde. A eficácia das vacinas na prevenção de doenças é um tema constantemente debatido, e a disseminação de notícias falsas contribuiu significativamente para a redução da imunização.
A Queda da Imunização e o Impacto das Fake News
Médicos infectologistas apontam que a queda na vacinação começou antes da pandemia, intensificada pela disseminação de fake news. Essa desinformação, aliada ao desinvestimento na área e problemas estruturais na aplicação de recursos, fez com que o Brasil deixasse de ser referência em combate a doenças, passando a integrar a lista dos 10 países com menor taxa de vacinação mundial. Doenças como sarampo, que já haviam sido controladas, voltaram a circular, e há alto risco de retorno da poliomielite.
As Consequências da Baixa Cobertura Vacinal
A baixa vacinação expõe milhões de crianças a doenças graves, como poliomielite, sarampo, meningite e difteria. A falta de contato com essas doenças em gerações recentes contribuiu para a subestimação de seus riscos. A disseminação de notícias falsas, inclusive, configura crime contra a saúde pública, com penas previstas em lei. A resistência à vacinação é observada até mesmo em consultas médicas, demonstrando a gravidade da situação.
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Ações Necessárias para Reverter o Cenário
Para reverter esse quadro, é fundamental uma ação conjunta de governos em todos os níveis, com campanhas de conscientização e busca ativa de crianças não vacinadas. Aumentar o acesso à vacinação, com extensão de horários e campanhas periódicas, é crucial. Iniciativas como entrevistas e debates públicos são importantes para disseminar informações corretas e combater a desinformação. A conscientização dos pais sobre a responsabilidade de vacinar seus filhos, prevista inclusive no Estatuto da Criança e do Adolescente, é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar das crianças e da população em geral. A vacinação não se limita à infância, sendo importante para todas as faixas etárias, com reforços periódicos para garantir a imunidade.



