Defesa de funcionárias da Santa Casa de Franca afirmam que não houve omissão de socorro na morte da vítima
A morte da advogada Maria José Alves de Almeida, em Franca, após picada de cobra, gerou polêmica e investigações sobre possível omissão de socorro pela Santa Casa da cidade. A polícia ouviu depoimentos de funcionários da Santa Casa que tiveram contato com a vítima.
Primeiros Contatos e Recusa de Atendimento?
De acordo com o advogado das funcionárias, Sérgio Valeta Belfort, a recepcionista e a enfermeira relataram que, inicialmente, não havia leito disponível na Santa Casa. Após procedimentos iniciais, Maria José foi encaminhada a outros hospitais (Hospital do Coração e Janjão) antes de retornar à Santa Casa, onde finalmente houve vaga. Essa versão contradiz o relato do marido da vítima, o juiz aposentado Newton Messias de Almeida, que afirma que o atendimento foi negado por Maria José possuir plano de saúde.
Versões Conflitantes e Investigação
O advogado das funcionárias nega qualquer erro no atendimento, alegando que a picada ocorreu em Patrocínio Paulista e que a Santa Casa de Franca não era o hospital mais próximo. Ele argumenta que, se houvesse vaga na Santa Casa no momento da chegada, Maria José teria sido atendida. A vítima só recebeu o soro antiofídico após passar por outras unidades de saúde. O caso é investigado por suposta omissão de socorro, podendo configurar homicídio caso comprovada a negligência. O delegado Luiz Carlos da Silva já ouviu diversos depoimentos, incluindo médicos do Pronto Socorro e do Hospital Regional, e pretende ouvir mais de 15 testemunhas.
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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo também apura a ocorrência em Franca para determinar se houve falha no atendimento médico. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte da advogada e apurar possíveis responsabilidades.


