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Falta de mão de obra qualificada dificulta contratação de funcionários em indústrias de Sertãozinho

Fazer parcerias com escolas para formar e qualificar se mostra uma saída para o setor; déficit estimado é de 240 vagas
Falta de mão de obra qualificada
Fazer parcerias com escolas para formar e qualificar se mostra uma saída para o setor; déficit estimado é de 240 vagas

Fazer parcerias com escolas para formar e qualificar se mostra uma saída para o setor; déficit estimado é de 240 vagas

A falta de mão de obra qualificada tem dificultado a contratação de funcionários nas indústrias de transformação de Sertãozinho. A capacitação e a parceria com escolas técnicas, como o Senai, têm sido uma solução para o setor.

Desafios na indústria local: A profissão exige esforço e cuidado com os detalhes para transformar o aço bruto em peças. Márcio Furlan, operador de engrenagem em um centro de usinagem de Sertãozinho, iniciou sua carreira em 1997 como aprendiz de torneiro mecânico. Ele destaca que qualquer desvio de 5 milésimos em uma peça é considerado um defeito, evidenciando a precisão necessária no trabalho.

Escassez de profissionais capacitados: Olivar Batista, supervisor de ferramentaria, confirma a falta de mão de obra qualificada, especialmente em uma cidade com forte presença da metalurgia. O período da entre-safra das usinas, quando o maquinário passa por manutenção, aumenta o volume de serviço e a demanda por profissionais especializados.

“É muito difícil porque são profissionais altamente capacitados que a gente tem que ter. A gente tem máquinas caras, caríssimas, que exigem especificação e profissionalização. Temos que formar esses profissionais porque não encontramos no mercado.”

Durante esse período, a jornada de trabalho se estende de domingo a domingo, e a escassez de mão de obra obriga a sobrecarga dos funcionários mais experientes, já que os mais jovens ainda não têm capacidade para atuar plenamente.

Dados sobre o mercado de trabalho

Segundo a prefeitura de Sertãozinho, cerca de 26 mil pessoas estão empregadas na cidade, mas há um déficit estimado de 240 vagas na indústria de transformação. Libânio de Souza, vice-presidente do 6BR, afirma que algumas vagas permanecem abertas por mais de quatro meses. Para enfrentar esse desafio, o 6BR tem buscado parcerias com o Senai e o FESP para a formação de mão de obra capacitada, visando atender o crescimento atual e futuro do setor.

Formação técnica e integração ao mercado: No Senai de Sertãozinho, uma turma de 400 alunos está dividida em diferentes turnos. Thiago Garcia, jovem aprendiz em uma indústria local, relata que aprendeu a interpretar desenhos técnicos e a operar máquinas de corte, além de participar do planejamento do corte de materiais.

Rafael Cunha, diretor do Senai de Sertãozinho, explica que uma mini-metalúrgica foi criada para que os alunos compreendam todo o processo produtivo. A instituição mantém-se atualizada com as tecnologias da indústria para oferecer aulas práticas em um ambiente que reproduz o industrial, com normas de segurança e metodologias específicas para operação das máquinas.

“O Senai reproduz o ambiente industrial, com foco em segurança e metodologias de incêndio, para que os alunos cheguem preparados ao mercado e possam contribuir com mão de obra qualificada.”

De acordo com a prefeitura, há pelo menos 85 vagas abertas na área. Os interessados devem enviar currículo ao posto de atendimento ao trabalhador de Sertãozinho, localizado na Rua Voluntário Otto Gomes Martins, 1380, no centro.

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