Sindicato diz que poucos profissionais se interessaram em trabalhar na rede pública por causa da baixa remuneração
Três meses após o fechamento de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em São Paulo devido à falta de médicos, a Prefeitura ainda não apresenta uma solução definitiva para a normalização dos serviços. A principal causa da crise é a baixa remuneração oferecida aos profissionais, aliada à ausência de um plano de carreira atrativo na rede pública municipal.
Salários Defasados e Falta de Médicos
De acordo com Edergat, presidente do sindicato dos médicos de São Paulo, os salários estão defasados, sendo significativamente inferiores aos oferecidos por hospitais e clínicas privadas. Em janeiro, a demissão de 135 médicos, considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, agravou a situação, deixando as UPAs sem profissionais suficientes para cobrir as escalas de plantão.
Concurso Público e Soluções Imediatas
O secretário municipal de saúde, Carlos Eduardo Colance, afirma que o edital do concurso público para contratação de médicos prevê salários em torno de R$ 15 mil mensais, visando atrair profissionais. Além disso, o concurso buscará contemplar médicos com salários defasados em concursos anteriores. Entretanto, a realização do concurso pode demorar, levando a Prefeitura a buscar soluções imediatas, como credenciamento de profissionais e contratação por meio de pessoas jurídicas, para suprir a demanda, principalmente na rede de urgência e emergência.
Dificuldades na Contratação e Vagas em Aberto
A necessidade de 98 médicos para a rede de urgência e emergência demonstra a gravidade da situação. Apesar de 80 candidatos aprovados em concursos anteriores terem sido chamados, apenas 48 aceitaram as vagas, e dois já desistiram. Atualmente, faltam 51 médicos para completar o quadro de profissionais.
A falta de médicos nas UPAs de São Paulo continua sendo um problema crítico, exigindo soluções urgentes e eficazes por parte da Prefeitura para garantir o atendimento adequado à população.



