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Falta de nutrientes afeta mais de 2 bilhões de pessoas

Distúrbio pode ser identificado apenas por exames de sangue
Falta de nutrientes
Distúrbio pode ser identificado apenas por exames de sangue

Distúrbio pode ser identificado apenas por exames de sangue

Um relatório do Instituto de Pesquisa sobre a Alimentação revelou que a falta de nutrientes afeta mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Apesar do número alarmante, muitos indivíduos desconhecem sua própria deficiência, já que nem sempre há sintomas evidentes. Essa ‘fome invisível’ merece atenção especial, conforme explica a nutricionista Ariella Issa.

Identificando a Fome Invisível

A ‘fome invisível’ está relacionada a uma nutrição crônica inadequada, levando à deficiência de micronutrientes essenciais, como vitaminas e minerais. Ariella Issa destaca a importância do zinco, ferro e vitaminas do complexo B. Ao contrário do que muitos pensam, essa deficiência não está necessariamente ligada ao peso. Indivíduos com sobrepeso ou abaixo do peso podem igualmente sofrer de desnutrição.

Grupos de Risco e Consequências

A identificação precisa da deficiência de nutrientes requer exames de sangue. Crianças e idosos são considerados grupos de risco, devido à dificuldade em manter uma alimentação diária equilibrada. No entanto, pessoas com sobrepeso e obesidade também estão predispostas à carência nutricional, devido ao consumo excessivo de lipídios, gorduras e carboidratos, em detrimento de vitaminas e minerais. A consequência dessa ‘fome invisível’ é a depreciação do estado nutricional, afetando a imunidade, o rendimento, o sono, o humor e a disposição, impactando tanto o indivíduo quanto sua produtividade na sociedade.

Prevenção e Tratamento

Embora o Brasil não possua dados específicos sobre a ‘fome invisível’, o governo implementa programas de fortificação de alimentos básicos, como a adição de iodo ao sal e ácido fólico à farinha. A prevenção é fundamental e envolve a adoção de um estilo de vida saudável, com uma alimentação variada e colorida, rica em frutas, verduras e legumes, além da substituição de alimentos refinados por integrais. Caso a deficiência seja diagnosticada, é essencial procurar um médico ou nutricionista para avaliar a necessidade de suplementação de nutrientes. Fatores emocionais e sociais também podem influenciar a alimentação, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.

Adotar hábitos alimentares conscientes e buscar orientação profissional são passos cruciais para combater a ‘fome invisível’ e garantir uma vida mais saudável e produtiva.

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