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Falta de paciência no trânsito torna locomoção na região de Ribeirão Preto um desafio

Um dos casos mais recentes foi de motociclistas que bateram com uma pedra em um carro e agrediram o motorista após confusão
Falta de paciência no trânsito torna
Um dos casos mais recentes foi de motociclistas que bateram com uma pedra em um carro e agrediram o motorista após confusão

Um dos casos mais recentes foi de motociclistas que bateram com uma pedra em um carro e agrediram o motorista após confusão

Dois episódios recentes de agressão no trânsito da região evidenciam a crescente impaciência e a imprudência entre condutores. As ocorrências, registradas em Ribeirão Preto e em Franca, envolveram ataques físicos e brigas que só foram contidas graças à intervenção de terceiros.

Casos registrados em Ribeirão Preto e Franca

Em Ribeirão Preto, no bairro Cristo Redentor, um casal em uma motocicleta teria usado os próprios capacetes para golpear um carro parado em frente a uma loja, quebrando o vidro traseiro. A motorista, que estava fora do veículo no momento do ataque, também foi agredida. Segundo relatos, a confusão teria começado após a motorista não sinalizar a intenção de entrar no estacionamento, quando a motocicleta colidiu com a traseira do carro.

Em Franca, na Avenida Chico Júlio, uma discussão por causa de uma fila no trânsito evoluiu para agressão física: um homem chutou um carro e iniciou uma briga com o motorista. A briga entre o condutor e o piloto da moto precisou ser contida por outras pessoas presentes no local.

Causas apontadas e reação da população

Moradores e motoristas da região frequentemente reclamam da falta de paciência e da imprudência nas vias, citando obras, filas e desrespeito à sinalização como fatores que aumentam o estresse diário. Relatos coletados indicam que confrontos verbais e físicos têm se tornado mais comuns em situações de atraso e fluxo intenso.

Especialista comenta comportamento no trânsito

O psicólogo Felipe Gomes relaciona esses episódios ao acúmulo de frustrações do dia a dia e ao uso do veículo como extensão da própria identidade, o que, segundo ele, pode transformar o carro em uma “arma” simbólica: protegido pela lataria, o condutor sente-se mais apto a manifestar agressividade. Gomes defende medidas preventivas, como maior investimento na formação e educação de condutores e aplicação de punições mais rigorosas para comportamentos que colocam a segurança de todos em risco.

Enquanto medidas educativas e punitivas são debatidas, especialistas e moradores pedem mais atenção às leis de trânsito e maior controle da impaciência ao volante, como alternativa para reduzir conflitos e preservar a segurança nas ruas da região.

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