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Falta de peças atrasa conserto de carros na região de Ribeirão Preto

Por causa da pandemia, produção de peças diminuiu na indústria e empresas tentam regularizar distribuição
conserto de carros
Por causa da pandemia, produção de peças diminuiu na indústria e empresas tentam regularizar distribuição

Por causa da pandemia, produção de peças diminuiu na indústria e empresas tentam regularizar distribuição

A pandemia do novo coronavírus trouxe consigo uma série de desafios, e um deles impactou diretamente os motoristas brasileiros: a demora no conserto de veículos devido à falta de peças.

Demora nos reparos: um problema generalizado

Com a paralisação de fábricas e a dificuldade na importação de componentes, as oficinas mecânicas enfrentam dificuldades para manter o estoque de peças. Motoristas que dependem do carro para trabalhar são os mais afetados, tendo que esperar mais tempo para o conserto de seus veículos. José Fraga, proprietário de uma oficina que se manteve em funcionamento durante a pandemia, relata a dificuldade em explicar a demora aos clientes, mesmo com a oficina lotada.

Aumento na demanda e escassez de peças

O aumento no faturamento do setor de autopeças em atrássto de 2020, superior a 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflete a alta demanda. Porém, essa demanda não é suprida pela oferta, devido à paralisação das fábricas e aos problemas na cadeia de suprimentos. A queda nas vendas de carros novos fez com que muitos consumidores optassem por manter seus veículos antigos, agravando ainda mais a situação. Um motorista de aplicativo, Ronaldo, ilustra o problema ao relatar a dificuldade em encontrar uma peça para a injeção eletrônica de seu carro.

Os desafios do mercado de autopeças

A escassez de peças afeta não apenas as oficinas, mas também as lojas de autopeças, que enfrentam dificuldades para manter o estoque e negociar preços com os fornecedores. A importação, principalmente da China, é afetada pela alta do dólar, encarecendo os produtos. Carlos Viela, encarregado de compras de uma loja de autopeças, explica que as fábricas muitas vezes entregam apenas 20% a 30% do pedido, e que os preços aumentam constantemente devido à falta de matéria-prima e à variação cambial. O sindicato do setor afirma que a produção no Brasil foi retomada gradualmente a partir de maio, mas que ainda há faltas pontuais de peças e ajustes na distribuição. A recomendação é que os motoristas tenham paciência, considerando a situação complexa do mercado de autopeças.

Em resumo, a combinação de alta demanda, problemas na cadeia de suprimentos e variações cambiais tem gerado um cenário desafiador para o setor de autopeças, impactando diretamente o tempo de reparo de veículos e a paciência dos motoristas brasileiros.

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