Moradores da Zona Oeste de Ribeirão Preto que foram até o local na manhã da Sexta-Feira Santa lamentaram a situação do local
A tradicional pescaria da Sexta-feira Santa, uma tradição para muitos que buscam garantir o peixe para a data, enfrenta desafios neste ano. A alta dos preços e a escassez de peixes nos parques municipais têm frustrado as expectativas de muitos.
O Impacto no Bolso do Consumidor
Luiz Carlos Rodrigues, marmorista, expressou sua surpresa com o aumento dos preços: “Ficou para ontem um filete de lá para 40 contos quilos. Tá mais caro que bacalhau, ué?” A necessidade de se adaptar à nova realidade é evidente, com muitos buscando alternativas para não abrir mão da tradição.
A Realidade da Pescaria nos Parques
Rodrigo de Oliveira, auxiliar de logística, foi ao parque com a família na esperança de economizar, mas a pescaria não rendeu o esperado: “É bastante lambarizinho, peixe pequenininho bastante.” Gabriel Gianpaolo, empresário, também não teve sorte, pescando apenas uma tartaruga e uma cobra. “Peixe que é bom ou nada? Nada, tá em crise peixe”, lamentou.
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A Ausência de Peixes e a Crítica à Administração Municipal
Messias Junior, vendedor, apontou a falta de transferência de peixes de outros parques como um dos problemas: “Ah, esse ano eu vou desmujer o peixe aqui, né? Porque todo ano eles jogam, mas tá feio. A diversão também, né?” A ausência de peixes tem afetado a diversão e a tradição da pescaria.
Apesar dos desafios, nem todos perderam a esperança. Luiz Otávio da Silva, de 12 anos, em sua primeira vez no parque, manteve o otimismo: “Vai que mais pra frente que eu jago o município, não pega um bitelão.” Com as peixarias fechadas, muitos contam com a solidariedade dos vizinhos para garantir o peixe da Sexta-feira Santa.



