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Falta de remédios de alto custo afeta pacientes com paralisia cerebral em Ribeirão

Falta de remédios de alto custo afeta pacientes com paralisia cerebral em Ribeirão
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Falta de remédios de alto custo afeta pacientes com paralisia cerebral em Ribeirão

Falta de remédios de alto custo afeta pacientes com paralisia cerebral em Ribeirão

O desespero persiste em Ribeirão Preto para famílias que dependem da farmácia de alto custo para obter medicamentos essenciais. Apesar das promessas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que lamenta a situação e afirma trabalhar para regularizá-la, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades.

Drama Familiar: A Luta pela Saúde de Camille

Daniela Grigoleto, mãe de Camille, uma menina de 8 anos diagnosticada com paralisia cerebral de grau 5, compartilha o drama de não conseguir os medicamentos necessários para controlar as crises da filha. “A gente vem de uma constância onde falta um, tem outro, onde falta o outro, tem um, desta vez neste mês estão faltando todas as medicações”, relata Daniela. A ausência de Levetiracetan, Clobazã e Lamotrigina, medicamentos cruciais para epilepsia, representa um fardo financeiro insustentável para a família, com um custo estimado de R$7 mil. A interrupção do tratamento já resultou no retorno das crises, forçando Daniela a tomar medidas desesperadas, como medicar a filha sem prescrição médica.

Impacto nos Hospitais e Entidades Filantrópicas

A falta de medicamentos também afeta o Hospital Cantinho do Céu, uma entidade filantrópica que atende pessoas com paralisia cerebral em Ribeirão Preto. Richard Campos, farmacêutico do hospital, relata que em novembro a instituição precisou usar recursos próprios para comprar os remédios, já que a farmácia de alto custo não os forneceu. A situação é alarmante, pois a falta de abastecimento coloca em risco a continuidade do tratamento dos pacientes e sobrecarrega financeiramente o hospital.

Riscos à Saúde e Apelo Desesperado

O médico pediatra Flávio Furkin alerta para os perigos da interrupção abrupta da medicação, que pode agravar o quadro dos pacientes e até mesmo exigir cuidados intensivos. A situação desesperadora leva Daniela a um apelo angustiante: “Eu não aguento mais com a sensação de que eu vou perder minha filha todos os dias. Eu não aguento mais.” A falta de medicamentos coloca em risco a vida de Camille e de muitos outros pacientes que dependem desses remédios para viver.

Apesar da nota da coordenadoria de assistência farmacêutica, que lamenta o ocorrido e promete regularização, a falta de explicações sobre os atrasos persistentes deixa as famílias em uma situação de incerteza e apreensão.

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