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Falta de remédios de alto custo afeta tratamentos e leva famílias a acionar a Justiça

Falta de remédios de alto custo afeta tratamentos e leva famílias a acionar a Justiça
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Falta de remédios de alto custo afeta tratamentos e leva famílias a acionar a Justiça

Falta de remédios de alto custo afeta tratamentos e leva famílias a acionar a Justiça

Pacientes da região de Ribeirão Preto enfrentam dificuldades para manter tratamentos contínuos devido à falta de medicamentos de alto custo. Remédios essenciais estão em falta há mais de um mês, impactando diretamente a saúde e o bem-estar desses indivíduos.

O Drama de Camille e a Luta por Medicamentos

Daniela Grigoleto, residente em Ribeirão Preto, relata a difícil situação de sua filha Camille, que depende de medicamentos da farmácia de alto custo para sobreviver. Camille, diagnosticada com paralisia cerebral grau 5 após uma crise epiléptica, necessita de cuidados constantes e medicamentos específicos para evitar crises e aliviar a dor. A família enfrenta dificuldades financeiras para arcar com os custos do leite Fortine Plus e das fraldas geriátricas, além da falta dos medicamentos Kepra, Clobazam e Lamotrigina, essenciais para o controle das crises de Camille. Apesar de ter ganho o direito à medicação na justiça, a família ainda não consegue acesso aos remédios.

Outros Casos de Falta de Medicamentos

Vanessa Marcel de Souza, moradora do Jardim Antártico em Ribeirão Preto, também reclama da falta de medicamentos, mesmo com agendamento. Fernando Ribeiro, do Itaiangana, relata a falta de Atorvastatina, utilizada no tratamento de hipertensão e colesterol, sem previsão de entrega. A falta de medicamentos impacta diretamente a continuidade dos tratamentos e a saúde dos pacientes.

O Que Dizem as Autoridades e o Direito à Saúde

A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que a Secretaria de Estado da Saúde trocou a empresa de logística, e a nova empresa não está cumprindo os prazos de entrega. A Secretaria Estadual de Saúde ainda não se pronunciou sobre o problema. A advogada Lívia Rodin ressalta que o direito à saúde é garantido pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, e que o tratamento, medicamentos, fraldas e leite devem ser garantidos sem interrupção. Pacientes com ações judiciais podem recorrer ao Poder Judiciário para garantir o acesso aos medicamentos, inclusive com medidas coercitivas como multas e bloqueio de verbas públicas.

A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado de São Paulo informou que os medicamentos citados na reportagem foram entregues à farmácia de alto custo em Ribeirão Preto, exceto a Lamotrigina, que está em trânsito e deve chegar em breve. A expectativa é que a situação se normalize o mais rápido possível, garantindo o acesso aos medicamentos e a continuidade dos tratamentos para os pacientes da região.

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