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Falta de remédios representa quase metade dos processos do MP em Ribeirão Preto

Defensoria Pública tenta garantir medicamentos de alto custo para pacientes de baixa renda
Falta de remédios
Defensoria Pública tenta garantir medicamentos de alto custo para pacientes de baixa renda

Defensoria Pública tenta garantir medicamentos de alto custo para pacientes de baixa renda

A dificuldade em obter medicamentos de alto custo persiste como um desafio para muitos pacientes no Brasil, especialmente aqueles que dependem de autorização judicial para recebê-los gratuitamente. A Defensoria Pública tem acompanhado diversos casos de pessoas nessa situação, que enfrentam obstáculos para garantir o acesso contínuo aos seus tratamentos.

O Drama do Acesso Negado

Isamara de Oliveira Moreira, uma aposentada, personifica essa luta. Ela relata um gasto mensal de quase mil reais para custear o tratamento de seus pais, ambos com Alzheimer, com 83 e 84 anos, respectivamente. A dificuldade em encontrar os medicamentos prescritos é constante, com a alegação de falta e ausência de previsão para reposição. Além do impacto financeiro, a falta dos remédios representa um risco para a progressão da doença de seus pais.

Buscando Soluções e Direitos

Diante da falta de fornecimento pelo sistema público, Isamara considera acionar o Ministério Público como último recurso. Tatiana Aparecida Bordão da Silva, defensora pública, orienta que famílias com renda de até três salários mínimos busquem a Justiça para assegurar seus direitos. Segundo ela, o resultado é frequentemente positivo. Rosangela Espineli Pereira, outra aposentada, obteve autorização judicial para receber um adesivo diário para sua mãe, Maria Mercedes, de 81 anos, também com Alzheimer. No entanto, o governo estadual interrompeu o fornecimento em setembro do ano anterior, forçando Rosangela a arcar com um custo mensal de R$ 554.

A Busca por Respostas e o Posicionamento da Secretaria de Saúde

Rosangela, frustrada com a situação, retornou ao Ministério Público, munida de uma carta judicial. Apesar da promessa de contato com a Secretaria de Saúde, ela não obteve retorno. A Secretaria Estadual de Saúde, em nota, esclareceu que distribui mais de 3 mil tipos de medicamentos para pacientes cadastrados no programa de medicamentos especializados. Justificou o desabastecimento temporário dos medicamentos citados pelo aumento inesperado da demanda, assegurando que uma nova compra já foi realizada.

A garantia do acesso a medicamentos essenciais é um direito fundamental, e a persistência na busca por soluções se mostra crucial para assegurar a saúde e o bem-estar dos pacientes.

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