Onde há os produtos, o preço está elevado; situação é causada por reflexo da greve dos caminhoneiros em todo o país
Nesta quinta-feira, motoristas enfrentaram dificuldades para abastecer seus veículos devido à paralisação dos caminhoneiros, que bloqueou o acesso às bases de distribuição de combustíveis em Ribeirão Preto. Postos de gasolina em todo o estado de São Paulo amanheceram lotados e com preços variando na bomba.
Desabastecimento e bloqueios
Segundo René Abad, vice-presidente da Braço Comunxiva, até o período da manhã não havia problemas de abastecimento. Os caminhões carregavam normalmente nas bases. No entanto, após o almoço, os bloqueios começaram, afetando as três formas de recebimento de produto: duto, rodovia e ferrovia. A consequência foi a interrupção de 100% do abastecimento nos postos.
Aumento de preços e oportunismo
Abad aponta a existência de oportunismo por parte de alguns revendedores, que, diante da situação, aumentaram os preços ou se recusaram a vender o combustível, alegando baixo estoque. Ele ressalta que, embora o preço seja livre, não se pode permitir abuso de poder econômico que prejudique a população. Em alguns casos pontuais, os preços subiram muito, e esses revendedores não estão vendendo.
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Preocupações com serviços essenciais
A situação é agravada pela falta de abastecimento em pontos estratégicos, como aqueles que fornecem combustível para ambulâncias, viaturas policiais e bombeiros. No estado de São Paulo, os quartéis da polícia estão sem abastecimento, pois os pontos de abastecimento com cartão não recebem o produto. A ausência de caminhões nas estradas preocupa ainda mais, indicando a gravidade da paralisação.
A falta de combustível para serviços essenciais, como ambulâncias e viaturas policiais, é uma preocupação crescente. A paralisação completa dos caminhões nas estradas acarreta uma crise no abastecimento, afetando diretamente a população e a prestação de serviços públicos.



