Vítima foi atendida duas vezes na unidade de saúde e a causa da morte foi diferente do diagnóstico dado pelos médicos
A família de Antônio Ferreira, 65 anos, acusa erro médico em atendimento na UPA de Cetãozinho, onde ele faleceu em 11 de junho. A filha, Márcia Ferreira, relata que o pai foi atendido duas vezes na unidade com diagnóstico de bronquite, sendo orientado a fazer tratamento com aerosol.
Primeiros atendimentos e piora do quadro
Segundo Márcia, em 9 de junho, Antônio chegou à UPA com falta de ar e foi diagnosticado com crise de bronquite. No dia 10, retornando com os mesmos sintomas, permaneceu na unidade por seis horas, recebendo o mesmo diagnóstico e tratamento. Apesar da piora, não houve encaminhamento a um especialista.
Óbito e recusa de acesso ao prontuário
Em 11 de junho, Antônio faleceu em casa. O atestado de óbito apontou pneumonia, edema pulmonar agudo e hipertensão como causas da morte, divergindo do diagnóstico de bronquite dado na UPA. A família teve dificuldades em obter o prontuário médico, encontrando resistência na unidade de saúde.
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Investigação e questionamentos
A família questiona a falta de especialidade da médica que atendeu Antônio, constatada pela ausência de registro no Cremesp. A UPA, por meio do Dr. Rosnei Melim, afirmou que apurará o caso em dez dias e que a recusa em entregar o prontuário à família se baseia em leis de sigilo médico. O Cremesp confirmou que a médica pode atender mesmo sem registro de especialidade, desde que se responsabilize pelos atos. O Conselho Regional de Medicina abriu sindicância para apurar o caso, mantendo as investigações sob sigilo.
O caso levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento na UPA, a necessidade de encaminhamento a especialistas em casos graves e o acesso da família a informações relevantes sobre o falecimento do paciente. As investigações em andamento buscarão esclarecer os fatos e determinar responsabilidades.



