Rosana Magalhães, de 45 anos, morreu após uma parada cardíaca dentro do hospital; ela foi internada para uma cirurgia no ombro
Uma família em Ribeirão Preto vive momentos de angústia após a morte de Rosana Magalhães, 45 anos, ocorrida no Hospital das Clínicas (HC) da cidade. Mais de 24 horas após o óbito, o corpo ainda não foi liberado para o velório, gerando revolta e questionamentos sobre a conduta da instituição.
Morte após cirurgia e falta de informações
Rosana passou por uma cirurgia no ombro esquerdo no sábado e, segundo relatos da filha, Jéssica Lopes dos Santos, estava bem até a manhã de domingo. Após relatar que precisava tomar banho, Rosana passou mal no banheiro e sofreu uma parada cardíaca. Apesar de os médicos terem tentado reanimá-la, ela não resistiu. A família questiona a falta de clareza sobre as causas da morte, uma vez que Rosana estava bem após a cirurgia e a informação inicial de parada cardíaca contrasta com a posterior menção de um trauma na cabeça, sem maiores explicações.
Inconsistências e demora na liberação do corpo
A família relata diversas inconsistências: a diferença entre o horário da morte informado pelo hospital (14h30) e o horário relatado pela filha (10h ou 10h30); a menção a um trauma na cabeça sem comprovação; e, principalmente, a falta da documentação necessária para a liberação do corpo, impedindo a realização do velório. A falta de respostas do HC agrava a situação, deixando a família sem informações e sem o direito de se despedir adequadamente de sua ente querida. O caso foi registrado como morte suspeita.
A espera pela despedida
O velório de Rosana está previsto para acontecer amanhã, entre 7h e 9h, na cidade de Sertãozinho. Enquanto isso, a família aguarda ansiosamente a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), buscando respostas e justiça diante da situação. A reportagem continua acompanhando o caso e cobrando posicionamento do Hospital das Clínicas.



