Francisco Machado Fortuna foi brutalmente agredido por Daniel de Brito quando chegava em casa, na madrugada de 31 de outubro
A família de Francisco Machado Fortuna, Família clama por justiça após morte, de 43 anos, que morreu após ser espancado pelo ex-namorado da atual companheira, pede justiça em Ribeirão Preto. O crime ocorreu na madrugada de 31 de outubro, no bairro Avelino Alves Palma, zona norte da cidade.
Francisco foi agredido com socos, chutes e golpes de capacete por cerca de três minutos enquanto chegava do trabalho e se preparava para entrar em casa. Ele sofreu afundamento de crânio, perdeu todos os dentes e teve danos na visão. Após 21 dias internado em estado grave no Hospital das Clínicas (H.C.), faleceu na noite de ontem.
Investigação e prisão preventiva: Daniel Valeriano de Brito, de 39 anos, teve a prisão preventiva decretada um dia após o crime, mas permanece foragido. A polícia não possui pistas sobre seu paradeiro. Inicialmente indiciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o crime foi reclassificado para homicídio doloso após a morte de Francisco.
Histórico do agressor e medidas legais
O delegado Sebastião Vicente Piscinato informou que Daniel já foi condenado por duas tentativas de homicídio e é considerado uma pessoa fora da normalidade. A ex-namorada de Daniel, que pediu para ter sua identidade preservada, relatou ter sido agredida por ele durante o relacionamento e chegou a solicitar medida protetiva. Ela afirmou que Daniel enviou mensagens ameaçadoras, incluindo uma figurinha relacionada a enforcamento.
Consequências jurídicas e penas: Além de responder por homicídio, Daniel pode ser responsabilizado por descumprimento da medida protetiva, já que estava proibido de se aproximar da ex-namorada, que estava na casa de Francisco no momento das agressões. Segundo o advogado e professor de direito da USP Daniel Pacheco, o agressor está registrado como foragido nos sistemas de segurança, o que dificulta sua permanência fora da prisão.
O crime de homicídio doloso qualificado prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão. Caso fosse apenas tentativa, a pena poderia ser reduzida para até 10 anos. O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri, que tende a ser mais rigoroso nesses casos.
Informações adicionais
A polícia solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Daniel Valeriano de Brito seja comunicada anonimamente pelos telefones 190 da Polícia Militar ou 181 da Polícia Civil. A família e as autoridades reforçam a necessidade da prisão do agressor para evitar novos crimes.



