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Família consegue direito para plantar maconha para tratamento de criança com autismo

Um óleo retirado da cannabis sativa tem sido indicado para pacientes com este diagnóstico
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Um óleo retirado da cannabis sativa tem sido indicado para pacientes com este diagnóstico

Um óleo retirado da cannabis sativa tem sido indicado para pacientes com este diagnóstico

Cultivando Esperança: Família Obtém Autorização Judicial para Plantar Maconha Medicinal

Em uma vitória inédita, uma família brasileira recebeu autorização judicial para cultivar cannabis sativa em casa para tratar a filha autista. Após um ano de luta, a Justiça reconheceu o direito da mãe, Angela, de plantar a planta e extrair o óleo medicinal que ameniza os sintomas da síndrome da filha, Luisa.

O Desafio do Autismo e a Busca por Alternativas

Diagnosticada com autismo aos um ano de idade, Luisa apresentava comportamentos desafiadores: agressividade, automutilação e falta de sensibilidade à dor, frio e fome. O tratamento convencional, que incluía antipsicóticos, anticonvulsivos e internações psiquiátricas, não apresentava resultados satisfatórios e gerava preocupações para a família.

Da Importação à Cultivo Caseiro: Uma Jornada de Perseverança

Em busca de alternativas, Angela pesquisou sobre o uso do óleo de cannabis sativa no tratamento do autismo. Após conseguir autorização para importar o medicamento, deparou-se com a burocracia e os altos custos. Com apoio de outras mães nos Estados Unidos, Argentina e Brasil, aprendeu a cultivar a planta e extrair o óleo, observando melhora significativa no comportamento e desenvolvimento da filha, principalmente na fala. Apesar de responder a um inquérito criminal pela decisão de cultivar a planta, Angela, com o auxílio da Defensoria Pública, conseguiu um salvo-conduto para continuar o cultivo por, pelo menos, um ano. A mãe pretende, futuramente, buscar a prorrogação dessa autorização judicial.

Após um ano de luta, a família comemora a vitória judicial. A decisão representa um avanço significativo para o acesso a tratamentos alternativos para o autismo, reconhecendo o direito das famílias de buscarem soluções que melhorem a qualidade de vida de seus filhos.

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