Cerca de R$ 18,5 mil foram retirados, um dos saques foi feito com biometria aponta um dos extratos; Polícia investiga transações
A família do professor Clederson Marques, morador de Orlândia, busca recuperar R$ 18.500,00 que foram sacados de sua conta bancária após sua morte em julho deste ano, durante viagem ao Peru. A situação é considerada inusitada pela família, especialmente porque pelo menos uma transação teria sido feita via biometria.
Movimentações suspeitas na conta
Segundo a família, a última movimentação feita por Clederson em vida foi em 10 de julho. Após sua morte em 12 de julho, durante viagem com amigos, a conta registrou um depósito de R$ 8.000,00 em 18 de julho, seguido por uma série de saques que variaram de R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00. O último saque, de R$ 0,92, zerou a conta em 21 de julho. O corpo de Clederson, assim como seus documentos e cartão bancário, só chegaram ao Brasil 12 dias após sua morte.
Investigação em andamento
A família registrou um boletim de ocorrência por estelionato. A Polícia Civil, no entanto, considera a possibilidade de alteração para furto e investiga a demora do banco em bloquear a conta após a morte de Clederson, justificando que o processo pode ser mais demorado em casos de mortes no exterior. A Caixa Econômica Federal, por meio de nota, afirma ter contestado os saques e que o resultado será comunicado diretamente aos representantes legais, em respeito ao sigilo bancário. O banco também declara atuar em conjunto com a Polícia Federal e demais órgãos na investigação de casos suspeitos e na prevenção de fraudes.
Situação da família
A família de Clederson afirma ter procurado a agência da Caixa, mas ainda não obteve respostas sobre o caso. A espera por esclarecimentos e a recuperação do dinheiro perdido geram grande angústia e incerteza para os familiares.



