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Família de Ribeirão passa 17 horas em aeroporto no México sem água e comida

Oito pessoas foram barradas por problemas na documentação; grupo afirma que o erro foi causado pela companhia aérea
atraso aeroporto México
Oito pessoas foram barradas por problemas na documentação; grupo afirma que o erro foi causado pela companhia aérea

Oito pessoas foram barradas por problemas na documentação; grupo afirma que o erro foi causado pela companhia aérea

Uma família de Ribeirão Preto passou por uma situação constrangedora ao ser impedida de entrar no México devido à falta de autorização eletrônica, exigida para acesso ao país. Oito membros da família, que tinham como destino Cancún para suas férias, ficaram detidos por mais de 16 horas em uma sala no aeroporto mexicano, sem acesso a água ou comida.

Detidos no Aeroporto

Segundo relato da empresária Bianca Meloni, a família foi informada de que possuía um formulário incorreto e que, portanto, deveria retornar ao Brasil. Foram conduzidos a uma sala sem visibilidade externa, onde ficaram trancados sem nenhum contato com representantes da Copa Airlines, companhia aérea responsável pelo voo. A família relata ainda ter usado como cama cochonetes de plástico, devido às condições precárias do local e ao mal-estar de um dos familiares.

Prejuízos e Objetos Roubados

Além do transtorno, a família sofreu perdas materiais significativas. Algumas malas foram extraviadas ou danificadas, e objetos de valor foram roubados. O prejuízo total, incluindo passagens e hospedagem, ultrapassa R$ 120 mil. Este caso, no entanto, não é isolado; centenas de brasileiros têm sido impedidos de entrar no México por questões burocráticas semelhantes.

Posicionamentos e Ações Legais

O Itamarati solicitou ao governo mexicano uma solução para o problema. O advogado Alexandre Nute explica que o acordo entre Brasil e México para a liberação de entrada no país foi extinto, tornando a autorização eletrônica obrigatória. O Ministério do Interior mexicano justifica a medida devido ao aumento de brasileiros tentando ingressar nos Estados Unidos via México. Embora as questões imigratórias sejam pertinentes, a situação de privação sofrida pela família configura um problema de direitos humanos, abrindo margem para uma ação judicial por indenização. A Copa Airlines não se manifestou sobre o ocorrido, e a família afirma que irá processar a empresa.

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