Rulian Ricardo da Silva morreu após ser baleado dentro do quartel da Polícia Militar, em São Paulo, na última quarta (5)
Franca, cidade do interior paulista, vive dias de tensão após a morte do sargento Rolianto, assassinado por um capitão da PM na semana passada. A família do sargento, inconformada com a situação, criou a página “Justiça Sargento Rolianto” nas redes sociais (Facebook e Instagram) para cobrar justiça e mais agilidade nas investigações.
A Luta por Justiça
A iniciativa partiu da irmã do sargento, Daiane Michel, que busca esclarecer os fatos e pressionar as autoridades. Em entrevista, Daiane e a mãe do sargento, Olga Lisboa, demonstraram grande abalo emocional e descreveram a dificuldade em obter informações sobre o caso. Elas questionam a versão da polícia, que afirma que houve uma discussão antes do crime, e destacam que o sargento não portava arma pessoal, fato que o impediria de ter acesso a armas no quartel.
Inconsistências e Históricos
Após o crime, foram apreendidas três armas: duas pistolas e um revólver calibre 32, que a família acredita pertencer ao sargento. O capitão Francisco Laroca, acusado do crime, possui um histórico de problemas na PM, incluindo passagens pela prisão em Ribeirão Preto. Esse histórico de indisciplina e a dificuldade em acessar informações sobre a investigação, conduzida pela Corregedoria da PM, geram ainda mais questionamentos por parte da família, que contratou um advogado em São Paulo para auxiliar no processo.
A Busca por Respostas
O caso do sargento Rolianto, que serviu à PM por 17 anos, expõe a fragilidade do sistema e a luta de uma família pela verdade. A página “Justiça Sargento Rolianto” se tornou um símbolo dessa busca por justiça e transparência, e a repercussão do caso na mídia demonstra a necessidade de apuração rigorosa e punição dos responsáveis, caso se confirme a culpa do capitão.



