Atirador, que é capitão da PM, alega legítima defesa depois de Rulian Ricardo da Silva ter, supostamente, sacado um revólver
A morte do sargento Julian Ricardo da Silva de Franca, ocorrida dentro do batalhão da APM em São Paulo, gerou comoção e levanta questionamentos sobre as circunstâncias do caso. A família do sargento afirma que ele não portava arma particular, contrariando a versão apresentada pelo capitão Francisco Larota, suspeito de ter efetuado os disparos.
A Versão da Família e as Investigações
De acordo com a mãe do sargento, Olga Fernandes, Julian foi morto na quarta-feira da semana passada durante uma discussão sobre a escala de trabalho do feriado da Páscoa. A família relata que Julian questionou o capitão sobre a escala, momento em que teria sido alvejado com três tiros. O ouvidor de polícia do estado de São Paulo, Cláudio Aparecido da Silva, confirmou que o capitão está afastado de suas funções, aguardando o andamento das investigações. A família criou uma página na internet pedindo justiça e mobilizando a sociedade para buscar a verdade sobre o ocorrido. Eles afirmam não ter recebido retorno da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública sobre o pedido de nota sobre o caso.
Histórico do Capitão e Questionamentos sobre as Escalas
O capitão Francisco Larota já se envolveu em outros casos de tiroteio, incluindo um incidente em Ribeirão Preto e outro em 2013, em Bom Fim Paulista, onde foi detido por disparar sete tiros durante uma festa de formatura. Na ocasião, alegou ter sido vítima de tentativa de roubo, sendo solto após pagar fiança. Testemunhas relataram que os disparos ocorreram após uma discussão com sua namorada. A família de Julian também aponta o adoecimento da tropa e as escalas de trabalho extenuantes como fatores que contribuíram para o ocorrido, alegando que essas escalas impediam Julian de manter o vínculo familiar. O capitão está atualmente realizando atividades administrativas no CPA, em São Paulo.
A Busca por Justiça e Transparência
O caso destaca a necessidade de apuração rigorosa dos fatos e transparência nas investigações. A dor da família e a busca por justiça ilustram a importância de se garantir um ambiente de trabalho seguro para os policiais militares e de se investigar a fundo as circunstâncias que levaram à morte do sargento Julian. A ausência de resposta das autoridades até o momento aumenta a preocupação e a demanda por esclarecimentos sobre o caso.



