A morte de um tatuador após levar um soco durante o carnaval em Nuporanga ganhou um novo desdobramento. A defesa da família da vítima solicitou à Justiça que sete pessoas que estavam no local no momento da agressão sejam investigadas por omissão de socorro.
O caso aconteceu na madrugada e já há denúncia contra o agressor. Segundo os advogados, testemunhas teriam permanecido próximas à vítima sem prestar ajuda imediata, mesmo após a agressão que resultou na morte.
Omissão socorro
De acordo com o pedido da defesa, o tatuador Vitor Fonseca, de 42 anos, ficou cerca de cinco minutos caído no chão após receber um soco no rosto, sem receber atendimento. A acusação sustenta que pessoas presentes no local não tomaram nenhuma atitude para socorrê-lo durante esse período.
Imagens registradas no momento também são citadas no processo. Em uma delas, uma pessoa aparece fazendo gestos semelhantes a uma dança enquanto a vítima estava caída, o que, segundo a defesa, demonstra desprezo diante da gravidade da situação.
Ainda conforme os advogados, apenas dois adolescentes deixaram o local para buscar ajuda, cerca de cinco minutos após o ocorrido, quando a vítima já estava em estado crítico.
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Investigação crime
Além da apuração por omissão de socorro, a defesa solicitou que duas novas testemunhas sejam ouvidas nesta fase da investigação. Também foi pedido o pagamento de indenização à família da vítima, no valor mínimo de 50 salários mínimos, cerca de R$ 80 mil.
O agressor, identificado como Vittor Manuel, de 25 anos, já foi denunciado pelo Ministério Público e responde por lesão corporal seguida de morte. Imagens mostram o momento em que o tatuador caminhava com outras pessoas antes da agressão.
Inicialmente, houve suspeita de importunação sexual envolvendo a vítima e uma criança, mas essa hipótese foi descartada por falta de provas. O agressor afirmou ter desferido o soco por acreditar que a vítima estaria importunando a criança.
Motivação caso
A Polícia Civil segue investigando o que motivou o crime. A linha de apuração considera as circunstâncias da abordagem e o contexto anterior à agressão.
A reportagem não localizou a defesa das pessoas que aparecem nas imagens, mas informou que o espaço segue aberto para manifestação. O caso continua em investigação e novos desdobramentos devem ser acompanhados.



