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Família procura justiça para conseguir o direito ao tratamento de dois parentes internados em Cravinhos

Falta de vagas de UTI para pacientes que desenvolvem os sintomas graves do coronavírus afeta hospitais da região
tratamento Cravinhos
Falta de vagas de UTI para pacientes que desenvolvem os sintomas graves do coronavírus afeta hospitais da região

Falta de vagas de UTI para pacientes que desenvolvem os sintomas graves do coronavírus afeta hospitais da região

A falta de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para pacientes com casos graves de coronavírus continua a assombrar diversas cidades da região de Ribeirão Preto, causando angústia e desesperança em muitas famílias.

Família luta na Justiça por vagas em UTI

Em Cravinhos, uma família de Bom Fim Paulista enfrenta uma batalha judicial para garantir o tratamento de pai e filho, ambos internados em estado grave com Covid-19. Fernando Festúcio (78 anos) e Valério (48 anos) procuraram atendimento na Santa Casa de Cravinhos, mas a rápida deterioração do quadro clínico exigiu a transferência imediata para uma UTI. A secretária de saúde de Cravinhos, Roberta Meneghetti, relata a extrema dificuldade em encontrar vagas em hospitais da região, agravada pela preexistência de uma grave escassez de leitos de UTI, situação ainda mais crítica com a pandemia.

O Caos na Busca por Leitos

Com a quase totalidade dos leitos de UTI ocupados na região, a família Festúcio recorreu à Justiça. Fernanda Festúcio, familiar dos pacientes, descreve a angústia da situação e a luta pela sobrevivência dos entes queridos. A decisão judicial determinou a disponibilização imediata de vagas em UTI, mas a espera continua. Valério conseguiu transferência para o Hospital das Clínicas – Unidades de Emergência, enquanto Fernando permanece aguardando vaga na Santa Casa de Cravinhos. A central de regulação de vagas do Estado monitora a situação, buscando uma vaga para Fernando.

A Realidade de um Sistema Sobrecarregado

A situação em Cravinhos reflete a realidade de muitas outras cidades da região. Em Ribeirão Preto, 220 leitos de UTI atendem mais de 1,5 milhão de habitantes de 26 cidades. A secretária Meneghetti destaca que, mesmo com ordem judicial, não há garantia de vaga imediata, pois a prioridade é definida pela gravidade do quadro clínico do paciente. A espera por vagas, mesmo com decisões judiciais, evidencia a imensa sobrecarga do sistema de saúde e a urgência de soluções para garantir o acesso a leitos de UTI para todos que necessitam.

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