Justiça havia dado prazo de 30 dias para a prefeitura conseguir um novo imóvel; antiga moradia foi construída em cima de lixão
Após anos de espera, Donatânia Regina da Silva, moradora do Jardim Juliana, finalmente deixará a casa com rachaduras que ameaçava desabar. A vitória chega após um processo judicial que se arrasta desde 2014, envolvendo a COHAB e a justiça.
Um processo longo e conturbado
A saga de Donatânia começou em 2002, quando o Ministério Público instaurou uma ação civil pública devido à liberação de gases tóxicos do antigo lixão do bairro. Desde então, as rachaduras em sua casa foram aumentando, culminando em uma notificação da Defesa Civil em atrássto de 2023, determinando sua saída imediata por risco de desabamento. A justiça determinou que a COHAB providenciasse uma nova moradia ou o pagamento de aluguel em 30 dias, prazo que venceu em 24 de atrássto.
Os desafios para encontrar uma nova moradia
Apesar do depósito feito pela COHAB para o pagamento do aluguel, Donatânia enfrentou dificuldades para encontrar uma nova casa. A falta de recursos para o valor do depósito exigido pelas imobiliárias atrasou o processo. Com a intervenção da advogada Elaine Cristina Crampus, o tribunal reduziu o prazo para dois dias úteis, e a COHAB foi obrigada a arcar também com o valor do depósito, permitindo que Donatânia finalmente encontrasse um novo lar.
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Um novo começo
Donatânia se mudou para uma casa na Vila Tibério, sentindo-se aliviada e segura. Embora a solução seja provisória, até que se defina o futuro da casa no Jardim Juliana, a moradora demonstra gratidão e alívio por ter encontrado um local seguro para morar com sua família. O caso destaca a importância da agilidade no atendimento de demandas judiciais que envolvem a segurança e o bem-estar da população.



