Vítima foi atropelada no começo de dezembro e faleceu nesta quinta, após passar por cinco unidades de saúde
Júlia do Santo Jorge, de 80 anos, frequentadora do programa de idosos do Círculo Operário da Vila Tibério, faleceu após ser atropelada e receber, segundo familiares e amigos, atendimento médico inadequado.
O Acidente e o Primeiro Atendimento
No dia 7 de dezembro, Júlia foi atropelada enquanto atravessava uma rua na Vila Tibério. Socorrida pelo SAMU e levada ao Pronto-Socorro Central, ela foi transferida para o Hospital Santa Lídia. De acordo com Michelle Esgob, assistente social que acompanhou o caso, a idosa recebeu alta sem exames de imagem para avaliar possíveis fraturas, apesar da idade e do trauma sofrido. Após 30 horas em casa, seu estado de saúde piorou.
Retorno ao Hospital e Óbito
Júlia retornou ao Pronto-Socorro Central, desta vez em estado grave, e foi encaminhada ao Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa, onde passou por cirurgia. Infelizmente, veio a falecer na madrugada do dia seguinte. A família, com o apoio de amigos como Alvino Rodrigues e Diva Palute, busca investigação sobre a conduta médica.
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Investigação e Resposta da Secretaria de Saúde
A assistente social Michelle Esgob afirma que a família pretende acionar a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) para apurar os fatos. A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, em nota, afirma que Júlia recebeu atendimento compatível com seu quadro clínico no Hospital Santa Lídia, tendo sido encaminhada ao serviço de ortopedia de urgência e emergência. A pasta nega omissão de socorro ou imprudência, alegando que acidentes como este podem apresentar complicações agudas. Amigos e familiares, no entanto, discordam da versão oficial e pedem esclarecimentos sobre a falta de exames de imagem e a alta precoce.
A morte de dona Júlia levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento médico prestado a idosos vítimas de acidentes em Ribeirão Preto, e reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos para garantir a segurança e o bem-estar dessa população vulnerável. O caso serve como alerta para a importância de uma investigação completa e transparente, a fim de evitar que situações semelhantes se repitam.



