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Famílias de pacientes que morreram após suspeita de falha no atendimento de saúde pública reclamam da demora para conclusão de investigações

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falha no atendimento saúde pública
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A busca por respostas e justiça se arrasta para duas famílias em Ribeirão Preto, que perderam seus entes queridos em circunstâncias que levantam sérias questões sobre o atendimento médico e a condução das investigações.

O Caso Gabriela Zafra: Uma Espera Angustiante

A família de Gabriela Zafra enfrenta a dor da perda há mais de um ano, enquanto aguarda a conclusão do inquérito sobre sua morte. Fabiana Zafra, mãe de Gabriela, expressa sua indignação com a demora, ressaltando o sofrimento que a morosidade causa. Além da agilidade na investigação policial, a família também aguarda o resultado da sindicância do Cremesp, que apura a possível responsabilidade médica na morte da jovem.

Gabriela faleceu após procurar atendimento médico por cinco vezes em unidades de saúde de Ribeirão Preto. Recebeu três diagnósticos diferentes, e o laudo apontou uma infecção generalizada causada por uma bactéria similar à da meningite. A família se revolta com o arquivamento inicial do caso pelo delegado responsável, decisão que surpreendeu o Ministério Público, levando o promotor a questionar o encerramento do inquérito.

O Caso Fernando Garcia: Diagnóstico Falho e Desfecho Trágico

Uma situação similar aflige a família de Fernando Garcia, que faleceu aos 55 anos após buscar atendimento médico com fortes dores abdominais. Levado repetidamente à unidade de pronto atendimento da Avenida 13 de Maio, Fernando foi liberado pelos médicos, que atribuíram suas dores a gases. Contudo, ele faleceu em 4 de outubro, vítima de infecção generalizada.

Larissa Garcia, nora de Fernando, relata a indignação da família com o diagnóstico inicial equivocado. Exames posteriores revelaram uma infecção renal em estágio avançado, contrariando a avaliação inicial dos médicos. A família também expressa descontentamento com a lentidão das investigações policiais e do Cremesp.

A Justificativa do Cremesp e a Busca por Respostas

O conselheiro corregedor do Cremesp, Eduardo Louis Binh, justifica a demora nas investigações, afirmando que o conselho dispõe de 60 dias para realizar uma sindicância, prazo que pode ser estendido para garantir que todas as partes sejam devidamente consideradas. No entanto, para as famílias enlutadas, a espera por respostas e justiça parece interminável.

As famílias de Gabriela e Fernando permanecem na busca por respostas, esperando que as investigações em curso tragam clareza sobre os eventos que levaram à perda de seus entes queridos.

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